Sindicato entra em confronto com Procon; reunião hoje pode por fim a greve dos bancos

Publicado em segunda-feira, outubro 10, 2011 ·

greve-dos-bancos“O Procon estadual deveria se preocupar em fiscalizar a lei das filas, o auto-atendimento e as portas giratórias nos bancos e não se meter na greve dos bancários um assunto que não é da sua competência” . O desabafo é do presidente do Sindicato dos Bancários, Marcos Henriques, ao questionar algumas determinações do órgão fiscalizador.

Na última sexta-feira, o Procon definiu, entre outras coisas, que os bancos abastecem os caixas eletrônicos e colocassem a disposição da população envelopes para depósitos, mas os bancários se negaram a cumprir as determinações. O Procon deve se preocupar e fazer o que de sua responsabilidade e não se meter onde não dever.

Marcos Henrique disse que ainda hoje estará viajando novamente para São Paulo onde acontecerá uma reunião com o comando de greve nacional. No encontro será discutido o movimento grevista em todo o Brasil, como também uma proposta que pode por fim a paralisação.

No final de semana o Sindicato divulgou nota à imprensa denunciando que Os bancários estão indignados com a postura da Procon Estadual da Paraíba, que não tem competência para exigir o cumprimento da oferta de 30% dos serviços essenciais durante o período de greve, nem garantir uma reserva de funcionários para atender os clientes. Até mesmo porque, a Lei de Greve considera apenas a compensação como serviço essencial. E a categoria já vem cumprindo essa exigência.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Marcos Henriques o Procon Estadual está equivocado, extrapolou sua competência e está prejudicando a greve constitucional dos bancários, que cumpriram todos os trâmites legais para se contrapor à ganância e prepotência dos banqueiros. “O Procon Estadual, que durante todo o ano não tem cumprido a contento suas atribuições, agora vem dar uma de ‘herói’, se aliando aos bancos, prejudicando os bancários e enganando os consumidores, pois os bancários estão em greve; portanto, não tem quem processe os depósitos”, ressaltou.

De acordo com o sindicalista, aqui no Estado, até órgãos de defesa do consumidor – leia-se Procon Estadual da Paraíba – estão exorbitando sua competência e metendo o bedelho onde não deveria; exigem o que não podem, ludibriam os consumidores, dão combustível para os banqueiros e tentam enfraquecer a greve constitucional dos trabalhadores bancários.

“A sociedade merece respeito e não pode ser prejudicada por uma greve que foi provocada pela ganância dos banqueiros. Os órgãos de defesa do consumidor devem sim atuar em defesa da sociedade, mas, para isso, devem exigir de quem realmente deve ser responsabilizado pelo caos no atendimento, que não ocorre só em períodos de greve, mas durante o ano todo: os bancos” finalizou Marcos Henriques.

Paulo Cosme

Paraíba.com.br

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