Seminário debaterá abordagem midiática sobre sexismo e racismo

Publicado em terça-feira, novembro 29, 2011 ·

SexismoeRacismoUmaPautaAindaemQuesto“Mídia, sexismo e racismo: uma pauta ainda em questão?”. Com essa pergunta norteadora, começa nesta terça (29) e vai até quinta-feira (1º), na cidade brasileira do Rio de Janeiro, a oitava edição do Seminário Nacional A Mulher e a Mídia.

Voltado para gestores de políticas públicas, pesquisadores e militantes de movimentos sociais, o evento é realizado pelo Instituto Patrícia Galvão, Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Fundação Ford e ONU Mulheres.

De acordo com Jacira Melo, diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, o principal objetivo do seminário, já consolidado no Brasil, é abrir espaço para o debate e o diálogo. “Essa é a marca do seminário, para que a gente, a partir das reflexões, avance no debate sobre como a mídia aborda a desigualdade social e de gênero e a cultura racista e sexista”, declara.

Entrando no tema escolhido para esta edição, a feminista considera que, de fato, há uma “cultura de negação” do racismo e do sexismo na mídia. “As questões são invisibilizadas devido ao preconceito. Hoje se divulga fartamente dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) que apontam evidências de desigualdade racial, mas há resistência por parte da mídia em fazer ponte entre esses dados e o racismo, processo histórico que resulta em menos oportunidades para pessoas negras no Brasil”, exemplifica.

Na programação, a mesa de abertura, Racismo e sexismo na mídia: uma questão ainda em pauta, dará o panorama do debate. No dia seguinte, pela manhã, a discussão segue com a mesa Há uma cultura de negação do racismo e do sexismo na imprensa?. Já pela tarde, o debate será Regulação democrática, direito à igualdade e respeito à diversidade de gênero e raça.

Com relação à publicidade, Jacira ressalta que a reflexão girará em torno da ética na elaboração das peças. “A publicidade precisa ter limites éticos, respeitar condição das mulheres e olhar criticamente para questão dos negros e negras do Brasil”, afirma, criticando o fato de que as contestações a peças publicitárias com conteúdo preconceituoso são tratadas, por vezes, como censura.

“A população percebe a publicidade muito sexista e racista. Põe várias crianças brancas e apenas uma negra, para dizer que há inclusão. Não se constrói diversidade só com uma pecinha!”, acrescenta.

Diante disso, as mesas do último dia serão dedicadas ao tema – Raça e gênero na publicidade: onde estão os limites éticos? e Racismo: a imprensa nega, a TV prega?.

Para reverter o quadro, a militante considera fundamental tirar o tema da invisibilidade. “Precisa ser ponto de discussão. Enquanto tiver negação dessa postura (de omissão), por parte da mídia, não teremos avanços. Tem que debater bastante para quebrar essa invisibilidade com relação a mulheres e negros, rompendo o silêncio por meio do debate respeitoso de ideias”, pontua.

O seminário vai ser transmitido ao vivo, pelo link http://www.aplicanet.com.br/Eventos/evento.html. Também será gravado, com o intuito de receber edição em DVD que deverá ser remetida a todas as faculdades de Comunicação do Brasil.

A programação completa está disponível em http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2330:programacao-do-seminario-a-mulher-e-a-midia-8&catid=104:agenda


Fonte: Adital

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