Selic tem quinta alta consecutiva e vai a 12,5% ao ano

Publicado em quinta-feira, julho 21, 2011 ·

juros-estatisticaO Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou na noite desta quarta-feira a elevação da taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual, de 12,25% para 12,5% ao ano. A decisão foi unânime, sem viés.”Avaliando o cenário prospectivo e o balanço de riscos para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, neste momento, elevar a taxa Selic para 12,5% ao ano, sem viés”, disse o Comitê de Política Monetária em um comunicado.A nota desta noite elimina a expressão “por um período suficientemente prolongado” que apareceu nas duas últimas reuniões do Copom, abrindo a possibilidade de a alta desta quarta-feira ter sido a última do atual ciclo de aperto.”Comunicado foi lacônico e cria uma dificuldade de depreender o que vai acontecer na próxima reunião. Olhando os dados, não tinha o que fazer hoje, tinha que subir. Atividade aquecida apontava necessidade de mais ajuste. Tirando a expressão ‘suficientemente prolongado’ abre possibilidade de parar por aí, mas não é certeza. Continuamos achando que Selic vai a 13% até dezembro”, disse Cristiano Souza, economista do Santander.Nas quatro reuniões anteriores realizadas no ano, a autoridade monetária já havia optado por alta nos juros: em janeiro (de 10,75% para 11,25%), em março (para 11,75%), em abril (para 12%) e em junho (para 12,25%).A Selic entrou no ano de 2010 a 8,75% ao ano, patamar que foi mantido até a reunião de 28 de abril, quando a taxa foi elevada a 9,5% ao ano. Nas duas reuniões que seguiram, a de 9 de junho e a de 21 de julho, houve aumento, de 0,75 ponto percentual e de 0,5 ponto percentual, respectivamente. Nas últimas três reuniões, as de 1º de setembro, a de 20 de outubro e a que fechou o ano de 2010, em 08 de dezembro, a taxa foi mantida em 10,75% ao ano. Entenda como a Selic funciona
O Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) é uma taxa que controla, de forma indireta, o valor os juros no País. Geralmente nos lembramos dela quando a economia está aquecida e a inflação ameaça, ou ao contrário, quando a economia mostra sinais de fraqueza e precisa de uma força para avançar.Isso acontece da seguinte maneira: a Selic determina com qual taxa de juros o governo vai remunerar quem empresta a ele. Se ela está alta, os bancos preferem emprestar dinheiro ao governo. Se ela está baixa, compensa para os bancos emprestar para o mercado em geral, empresas e pessoas físicas.Assim, em caso de Selic elevada, haverá menos dinheiro na praça para ser emprestado para empresas e pessoas, pois os bancos estão ganhando emprestando para o governo. Logo, pela lei de oferta e procura, o juro sobre o dinheiro que sobra para a população ficará mais alto. Se a Selic está baixa, os emprestadores vão procurar formas mais rentáveis de aplicar seu dinheiro e a quantidade para ser emprestada na praça fica maior, e o juro a ser cobrado, consequentemente, cai. A Selic, então, fará diferença no juro que pagamos no cheque especial, no crediário, nos cartões de crédito. Essa relação, porém, não é imediata. Se a taxa Selic é aumentada em um dia, os juros do mercado não sobem no outro. Há um tempo necessário para que a mudança faça efeito, normalmente superior a um mês.Barateando e encarecendo o crédito, a Selic tem o poder de controlar o consumo. Assim, ela é usada como instrumento para controlar a inflação. Quando o consumo está muito alto e há risco da inflação sair da meta estipulada pelo Banco Central, a Selic vai sendo jogada para cima e, desse jeito, freando a economia, o consumo e a alta nos preços.

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