Seis presos por desvio de R$ 5 mi de cofres da Paraíba são liberados

Publicado em quarta-feira, Maio 9, 2012 ·

Foram liberados do Presídio Regional de Patos, no Sertão paraibano, na noite desta terça-feira (8), seis dos oito detidos por suspeita de desvio de R$ 5 milhões dos cofres públicos da Paraíba. A informação foi passada pelo agente Macedo, da Polícia Federal de Patos. A delegada da PF Mariana Cavalcanti, responsável pelas investigações, já havia adiantado que esses suspeitos seriam soltos porque o mandado de prisão expedido contra eles era temporário, o que permite a reclusão por até cinco dias.

Permanecem presos o prefeito da cidade de Cacimba de Areia, Inácio Roberto de Lira Campos (PMDB), que se entregou à Polícia Federal na manhã desta terça, e o prefeito de Catingueira Edvan Félix (PR), que, apesar de ter sido detido na sexta-feira, foi preso em flagrante portando uma espingarda calibre 12 de uso restrito, apreendida com ele durante a Operação Dublê.

Todos os suspeitos liberados foram presos na última sexta-feira (4), quando a PF deflagrou a ação que investiga empresários, políticos e funcionários públicos acusados de desvio de dinheiro.

O inquérito da investigação ainda não foi encaminhado ao Ministério Público e ainda não há prazo para entrega, de acordo com Mariana Cavalcanti. A delegada explicou ainda que as investigações seguem com a análise do material apreendido: cheques, discos rígidos de computadores, além de contas pessoais que eram pagas com verbas públicas.

Entenda o caso
Na última sexta-feira (4) a Polícia Federal deflagrou a Operação Dublê que investiga um esquema de desvio de verbas públicas em prefeituras do Sertão da Paraíba. Os investigados teriam desviado cerca de R$ 5 milhões dos cofres públicos, sendo aproximadamente R$ 1,5 milhão de verbas da saúde, R$ 1 milhão de educação e ação social e R$ 2 milhões de verbas de desenvolvimento rural e infraestrutura urbana.

O dinheiro seria proveniente de programas do governo federal, como Programa de Erradicação do Trabalho Infantil e do Projovem, além de outros vinculados ao Fundo Nacional de Assistência Social (Fundef), Sistema Único de Saúde (SUS) e Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Para fazer uso particular dos recursos, os políticos e funcionários públicos teriam sacado valores em favor das tesourarias das prefeituras e criado licitações fictícias com notas fiscais clonadas. A falsificação serviria para prestar contas aos órgãos fiscalizadores, como o Tribunal de Contas da Paraíba.

Conforme a PF, os envolvidos no esquema podem ser indiciados pelos crimes de responsabilidade de prefeitos, fraude a licitação, falsidade ideológica e formação de quadrilha.

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