Ricardo Gomes deixa hospital e médico fala em retomada da carreira

Publicado em domingo, setembro 18, 2011 ·

medicospasteur_dinamite_cavalieriForam 21 dias marcados por um misto de emoções. Inicialmente medo e apreensão. Depois tensão com momentos de incerteza. A cada passo dado vinha alívio e esperança. E, na manhã deste domingo, veio a notícia que todos esperavam: Ricardo Gomes recebeu alta e vai continuar o tratamento do acidente vascular cerebral (AVC) em sua casa. Com isso, o sentimento é um só: alegria. Por volta das 11h (de Brasília), o treinador do Vasco deixou o Hospital Pasteur, na Zona Norte do Rio de Janeiro, com a família. Segundo o neurocirurgião José Antônio Guasti, que operou Ricardo e acompanhou sua evolução, a recuperação é a melhor possível.

Guasti afirmou que Ricardo Gomes está perfeitamente lúcido, recuperando cada vez mais os movimentos do lado direito do corpo – atualmente ele está em três numa escala na qual o cinco é o ideal – e melhorando também a questão da fala. As sessões de fisioterapia e fonoaudiologia continuarão sendo feitas na casa do treinador, que irá contar com uma estrutura médica sempre monitorando cada passo da evolução. A recuperação tem sido tão favorável que até mesmo o retorno aos gramados é visto como uma possibilidade real.

Tanto Guasti como o clínico Fábio Guimarães Miranda disseram que a decisão de voltar a trabalhar como treinador do Vasco depende apenas da evolução em sua recuperação e do desejo do próprio Ricardo Gomes e de seus familiares. Clinicamente e neurologicamente não há qualquer contra-indicação, mas não há ainda um prazo para que isto possa ser discutido.

– Não existe prazo ou previsão que possamos medir neste momento. Cada caso tem o seu tempo. Ele pode levar um mês ou dois meses… Mas seu retorno ao trabalho só depende da vontade e do nível de recuperação dele. Por enquanto não houve manifestação nem dele e nem da familia quanto a isso até porque ele ainda ainda não tem condições. Neste primeiro momento é comemorar esta bela vitória que foi a sua alta e ter na cabeça que ainda existe longos dias de trabalho pela total recuperação pela frente – afirmou o doutor Fábio, que revelou que Gomes assistiu apenas aos gols da vitória sobre o Grêmio no último sábado.

– Ele não assistiu ao jogo inteiro, mas abriu um largo sorriso assim que ficou sabendo da liderança. Tudo isso é uma vitória para nós que vivenciamos este caso nas últimas semanas – disse.

Emocionado, Dinamite agradece e já projeta retorno

O presidente do Vasco, Roberto Dinamite, chegou logo cedo no hospital para acompanhar todo o processo de alta. Ele esteve ao lado da família durante todos os momentos desde que Ricardo Gomes foi internado e deu um fraternal abraço no treinador antes de ele ir para casa. Emocionado ao lados dos médicos durante a estrevista coletiva, o mandatário fez questão de agradecer todas as mensagens de apoio que recebeu até mesmo de clubes rivais e já projeta o retorno de Ricardo Gomes aos campos.

Assim como os próprios médicos, Dinamite não estipulou qualquer prazo. No entanto, o presidente reafirmou que vai esperar o tempo que for e respeitar qualquer que seja a decisão de Ricardo Gomes. Mas ele acredita que, assim como foi durante os últimos 21 dias, o treinador vai surpreender muita gente.

– Vivemos um momento único. Foi uma conquista de um ser humano fantástico como é o Ricardo Gomes. Sei que ele vai surpreender muita gente e logo logo estará ao nosso lado. Na verdade, ele nunca deixou de estar. O trabalho foi plantado e sua filosofia já está implementada no Vasco. A decisão é médica e da família, mas sinto que ele quer e vai estar ao nosso lado ainda este ano. Ele se sente útil. E se isso acontecer, as mensagens de apoio que recebi de todos os cantos do mundo foram fundamentais – afirmou.

Controle da hipertensão agora é obrigação

Assim que Ricardo Gomes sofreu o AVC, logo veio o questionamento do estresse da profissão. Junto com isso, todas as vezes que se fala em seu retorno, surge a dúvida se não seria melhor evitar novamente a carga de tensão e nervosismo que envolve o trabalho de treinador de futebo. No entanto, os médicos afirmaram que isto poderia ter acontecido em casa e que a questão chave neste momento é o controle da hipertensão arterial.

– Isto é algo que todos deveriam prestar atenção. É um mal silencioso e algo que o Ricardo vai ter de controlar via medicamentos o resto de sua vida. Com este controle, ele poderá realizar qualquer tipo de atividade que seja de seu desejo – afirmou o clínico Fábio Miranda.

Globoesporte.com

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