Rezadeiras fazem papel de enfermeiras e “anjos” no Sertão

Publicado em terça-feira, junho 5, 2012 ·

Em um cenário de impossibilidades, elas surgem para amenizar o sofrimento de quem é castigado pela seca. No Sertão de Pernambuco, as rezadeiras são tidas como enfermeiras e até como anjos, cumprindo o papel social de socorrer de pessoas a animais vitimados pela fome ou pela sede em plena caatinga.

Na zona rural de Salgueiro, no Sítio Caiera, vive uma dessas “feiticeiras” como são chamadas por alguns. Albertina Maria da Conceição, 74 anos, é benzedeira desde os sete anos de idade. O ato ela aprendeu com a mãe, uma índia criada em Palmeira dos Índios, Alagoas. Porém, o dom de provocar mudanças no corpo e na mente é, segundo ela, uma dádiva divina. “Tudo o que sei foi graça de Deus. Até na hora de curar não sou eu que faço. A pessoa tem que ter fé em Cristo que é quem manda a graça”, diz a rezadeira, que tem sua história contada na edição impressa do Diario de Pernambuco deste domingo.

Quando a estiagem castiga o Sertão, cresce o número de pessoas à procura de uma ajuda espiritual. Segundo a rezadeira, muita gente acaba consumindo água suja dos açudes e o resultado é uma leva de doentes com diarreia e febre. Os animais também sofrem com a falta de água. Albertina conta que já rezou bois e vacas que estavam agonizando e revela que, contra a seca, quase nunca há
solução. “Esses males que vêm da seca são os mais difíceis de curar”, afirma.

Até então, a comunidade do Sítio Caiera tem procurado Albertina apenas para os problemas humanos. Para esses enfermos, ela tem recomendado chás, já que está com dificuldades de rezar. É que, como a seca não poupou ninguém, ela também está com a saúde debilitada e, por isso, sente-se fraca para fazer as orações.

Diario de Pernambuco 

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