Reforma política de Dilma já esbarra no congresso

Publicado em segunda-feira, outubro 27, 2014 ·

dilmaO presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), sinalizou nesta segunda-feira 27 não concordar com a presidente Dilma Rousseff (PT), que em seu discurso após a reeleição, na noite deste domingo 26, anunciou o plebiscito da reforma política como prioridade para o seu segundo mandato. Renan, por meio de nota, defendeu a realização de um referendo para aprovar o tema.

“De minha parte, como Presidente do Senado Federal, defendo a superação das divergências e também reitero minha defesa pela reforma política como o fiz desde sempre e, em especial, em 2013, após as manifestações cívicas (…). Entendo, entretanto, que o melhor caminho é o Congresso Nacional aprovar a reforma – caso contrário poderá pagar caro pela omissão – e submetê-la a um referendo popular, como fizemos na proibição de venda de armas e munições”, diz trecho da nota.

Dilma defende, com a proposta do plebiscito, que a população decida os principais pontos da reforma política. Já Renan, com o referendo, acredita que o Legislativo é que deve votar o que será mudado no sistema político e a população apenas ratificará ou não as mudanças já aprovadas pelos parlamentares. Leia abaixo a íntegra da nota de Renan Calheiros:


As eleições de 2014 entrarão para história brasileira com uma das disputas mais acirradas e combativas desde a redemocratização. Mesmo com tantos tensionamentos, venceu a democracia e o pleito foi marcado pela ordem e respeito aos resultados.

Apuradas as urnas é prudente que todos os brasileiros e brasileiras, notadamente os homens públicos, reflitam sobre a humilde convocação feita pela Presidente reeleita em torno da conciliação nacional.

Eleição não tem 3º turno e, portanto, devemos seguir em frente neste propósito de união nacional pelo bem do País, como também defendeu elegantemente o Senador Aécio Neves, candidato da oposição.

De minha parte, como Presidente do Senado Federal, defendo a superação das divergências e também reitero minha defesa pela reforma política como o fiz desde sempre e, em especial, em 2013, após as manifestações cívicas.

Por ser tratar de uma unanimidade estática, onde todos são favoráveis, mas ela nunca prospera, devemos mesmo recorrer à força transformadora da sociedade.

Entendo, entretanto, que o melhor caminho é o Congresso Nacional aprovar a reforma – caso contrário poderá pagar caro pela omissão – e submetê-la a um referendo popular, como fizemos na proibição de venda de armas e munições.

Um dos maiores recados dados aos governantes nas ruas em 2013 e, agora nas eleições gerais de 2014, foi que a sociedade está atenta, madura e exigindo ser ouvida com mais assiduidade e mais respeito. A sociedade exige mudanças, mas também deseja ser protagonista neste processo.

Renan Calheiros
Presidente do Senado Federal

 

brasil247

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