RC alfineta gestões anteriores ao criticar modelo de Estado que resolvia problemas pessoais; ‘as pessoas foram enganadas’

Publicado em quarta-feira, agosto 21, 2013 ·

 

ricardo-coutinhoO governador Ricardo Coutinho (PSB) afirmou nesta quarta-feira (21) que o modelo de gestão que buscava resolver problemas pessoais de cada cidadão faliu. A declaração, que a priori não é direcionada a nenhuma gestão específica, acaba atingindo os governos que apostaram em ações mais clientelistas, caso dos governos de Cássio Cunha Lima (PSDB) e José Maranhão, que utilizaram a FAC como máquina de governo.Durante muito tempo foi prática comum a distribuição de cadeiras de roda, materiais de construção, aparelhos médicos. Isto é, a doação pelo Estado de utensílios direcionados a questões especificadas apresentadas por carta, ou pessoalmente, pelos cidadãos ao chefe do executivo estadual. Mesmo hoje é comum ver nas solenidades populares cercarem o governador com bilhetes e solicitações das mais diversas, desde uma casa nova a emprego.

“Nós alimentamos (isso), talvez durante mais de um século, desde que o Estado se fez Estado. Quando o Estado podia tudo, quando o Estado tentava resolver o problema pessoal de todo mundo. Esse modelo não existe mais, esse modelo faliu e faliu há muito tempo. Só esqueceram de avisar às pessoas”, revelou o governador.

Explicando sua visão sobre um Estado mais impessoal, o governador insinuou que os gestores anteriores esqueceram de contar isso as pessoas. “Esqueceram de colocar isso concretamente na vida das pessoas e as pessoas foram sendo meio que enganadas. E não é nem enganadas com má fé, enganadas pelas circunstâncias mesmo… Quando o Estado não tinha muitas alternativas… Essa é a primeira coisa para nós que é importante… É perceber a caminhada que está sendo feito. É preciso ter regras claras e caminhos bastante seguros para que o Estado possa ser bastante competitivo”, finalizou.

Vale a ressalva: o governo de Coutinho mantém a utilização da FAC e do Fundo de Combate a Pobreza para minimizar situações de pobreza extremas, ou para atuar como auxílio a organizações que atuam junto as comunidades, o que não deixa de ser também uma ação clientelista. Da mesmo forma é feito pelo do Governo Federal com o Bolsa Família.

Paulo Dantas

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