Ramalho Leite – Uma viagem complicada

Publicado em quarta-feira, junho 1, 2011 ·


ramalhoSubindo no mapa do Brasil para o norte  não encontrei qualquer dificuldade e o vôo foi rigorosamente cumprido em todos os seus horários de conexão e escalas. Estive em Belém do Pará participando da 47a. Reunião da Associação Brasileira de Imprensas Oficiais, que incluía a comemoração dos 120 anos do Diário Oficial do Pará. Regressar à Paraíba, porém, foi um verdadeiro martírio.

Uma névoa cobriu totalmente o aeroporto de São Paulo e conseguiu atrasar em quatro horas todos os vôos que dalí partiriam para qualquer parte do País. O meu retorno dependia, pois, da aeronave que viria de Manaus, com escalas em Santarém e finalmente Belém, onde consegui embarcar cinco horas depois do horário previsto.

Acometido de forte gripe e reclamando da vacina que tomei e nenhum efeito produziu, consegui me segurar todo esse tempo em cadeiras desconfortáveis e feitas para  esperas inferiores a meia hora. Quando a medicação começou a me dar sono, eis que uma alma caridosa me cede uma poltrona e consigo um cochilo restaurador graças a uma ação providencial de minha companheira de viagem, a jornalista Bia Fernandes, penalizada com o meu sofrimento.

Todos acomodados, o comandante avisa que tem que zelar pela segurança dos seus passageiros e foi constatada a necessidade da substituição de  um pneu do avião, tarefa já em execução e lamentavelmente, adicional sobre um atraso já insuportável. Quando sentimos que o boeing desceu do macaco, começamos a taxiar e finalmente  voar.

Em Fortaleza nova espera para reabastecimento. Alguém grita lá do rabo do avião: agora vão trocar a bateria. Mesmo encolhido e me defendendo do frio intenso ainda respondi: desde que não nos chamem para empurrar esse bicho…

Na hora marcada para chegarmos ao Recife foi iniciado o vôo. Conexão para João Pessoa não existia mais, o que, já sabíamos desde a partida.A companhia desejava que voltássemos ao hotel e no dia seguinte, pegássemos outro vôo. Me recusei. Chegando em Recife estaria em casa.  Providenciei um veiculo para, finalmente, chegar em casa pelas quatro e meia da manhã do domingo, Dia dos Namorados.

Precisando de repouso e sem o aconchego doméstico convidei minha namorada a vir me visitar e passamos o dia juntos. Eu na rede ela numa cadeira. Nem um beijo comemorativo pude lhe dar, para não  passar o vírus. Bia Fernandes, que faz amizade com facilidade, ao sair do avião ainda foi se despedir do comandante e  agradecer a excelência da viagem.  Pode?

RAMALHO LEITE

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