Ramalho Leite – Ontem, como hoje

Publicado em segunda-feira, agosto 6, 2012 ·

O Banco do Nordeste tinha na sua diretoria dois paraibanos: Pedro Gondim e Paulo Gadelha. Ambos se esforçaram para oferecer crédito à Paraíba, visando o saneamento de suas finanças. O governador Tarcisio Burity vinha pagando aos servidores graças aos famosos saques de antecipação de receita, de curto prazo e juros escorchantes. Um empréstimo âncora pagaria os  débitos espalhados por bancos privados e concederia ao BNB o titulo de principal credor do Estado da Paraíba. O erário ganharia prazo de carência e juros oficiais mais confortáveis. A operação evitaria os constantes apelos do Governo à Justiça em busca de liminares que evitassem os bloqueios de suas contas e, o PARAIBAN, depois fechado por isso mesmo, entre outras causas, largaria a tarefa de pagar a folha do executivo usando seus parcos recursos, para cobertura posterior. O socorro do BNB era a salvação.

O governador Burity, na dobra do segundo período do seu mandato perdera a maioria na Assembléia e, em conseqüência, o presidente se tornara  comandante em chefe da oposição. Essa maioria aguerrida, à medida em que se aproximavam as eleições, crescia em virulência e arrogância, impedindo que as ações do governo avançassem.

O empréstimo pretendido junto ao BNB foi o cavalo de batalha com que se serviram para impedir que o governo equilibrasse as suas finanças e retomasse o processo de desenvolvimento, estagnado por absoluta falta de recursos. O resultado foi o que se viu. A Assembleia negou o empréstimo e Burity foi até o final do seu mandato graças a liminares judiciais que impediam bloqueio das contas do Estado. O fechamento do PARAIBAN foi conseqüência e aumentou o caos.

O cenário atual não se confunde com o do passado narrado acima. As finanças estaduais estão equilibradas graças ao esforço hercúleo do atual governo, fechando as torneias do desperdício e direcionando  investimentos para áreas que facilitem seu retorno em receitas e emprego.O erário vai bem, obrigado.

A guerra do momento envolve a CAGEPA, única empresa pública de vulto que restou ao patrimônio do povo paraibano. Os déficits acumulados foram sendo cobertos por empréstimos vários, solução a que recorreram vários governos até o presente. O que no passado existia com relação ao Estado da Paraíba,  existe hoje com relação àquela empresa. Vários empréstimos com  juros de tirar a pele, afogam a operadora de água e esgotos, que precisa ser socorrida. Um banco oficial oferece o guarda-chuva sob cuja proteção serão abrigados todos os empréstimos privados, além de um prazo de carência que permitirá ao afogado respirar por algum tempo e reinvestir na melhoria dos seus serviços.

O cenário é outro, a oposição, porém, á a mesma. Mudaram as siglas e foram trocadas algumas cabeças, mas,tem oposição que só fatura na desgraça. Para alguns, com raras e honrosas exceções, quanto pior melhor. O momento exige diálogo e o interesse público não pode sucumbir diante de objetivos políticos e eleitoreiros. O péssimo exemplo do passado não pode prosperar no presente.

Ramalho Leite

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