Psicopedagoga fala do aumento da violência em JP e cobra ações de combate conscientização

Publicado em domingo, novembro 27, 2011 ·

psicopedagogaO aumento significativo da violência em João Pessoa foi abordado pela
psicopedagoga Andréa Maranhão, que alerta as autoridades no sentido de
que despertem para o problema, antes que seja tarde. Durante
entrevista, neste final de semana, a educadora lembrou que fatos nunca
antes acontecidos, ocorrem agora com frequência, a exemplo das
invasões de casas, polícia recebida à bala, tortura, mortes por
encomenda, sequestros relâmpagos, assaltos a ônibus e assassinatos
envolvendo, principalmente, os jovens.

“Quando as autoridades, o poder público, vão tratar esse problema com
a devida seriedade? Não se pode ser omisso de forma tão irresponsável.
Os exemplos são muitos, mas as formas de combate, também”, afirma
Andréa que é pré-candidata a  convenção do PMDB. Segundo ela, toda a
violência que tem contribuído para que “os nossos jovens sejam
dizimados pelas balas assassinas do crime organizado”, tem um centro
nervoso que se chama crack. “Trata-se de uma droga, subproduto da
cocaína, de baixo preço e que possui os efeitos mais nocivos à saúde e
à família”.

A psicopedagoga explica que, junto com o crack, vêm os assaltos, crime
organizado e, principalmente, degeneração familiar. “A droga invade
todas as classes e cada uma responde de modo diferenciado. Para manter
o vício as pessoas mais pobres partem para vender as coisas de casa e
depois para assaltos pequenos e grandes. Os mais ricos começam
vendendo seus pertences e endividando-se. Começam também a fazer
assaltos, quando se veem encurraladas”.

Segundo Andréa Maranhão, no comando de tudo estão organizações e
bandos de criminosos que se alimentam da venda de crack e do consumo.
“Esses grupos vão ficando cada vez mais organizados e bem armados, aí
começam a fazer frente à polícia. Começam a dominar regiões e em
certos bairros e favelas o Estado que já era ausente fica impedido de
entrar. Quando entra é recebido à bala”.

Trata-se, segundo ela, de um problema complexo e não apenas de
polícia, mas também social. “A solução passa, principalmente, pela
geração de emprego e renda; melhoria da educação e estruturação
familiar. O Governo precisa, não apenas combater, mas também
conscientizar. É o que todos esperamos”, concluiu.

Paulo Cosme

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