PSDB cogita se unir a PSB em Pernambuco de Eduardo Campos

Publicado em terça-feira, novembro 5, 2013 ·

aecio-e-camposNa disputa pelo governo de Pernambuco, o PSDB de Aécio Neves cogita integrar a aliança partidária encabeçada pelo PSB do governador e presidenciável Eduardo Campos. Confirmando-se essa tendência, o tucanato abdicará da alternativa de montar no Estado um palanque exclusivo para seu candidato à Presidência.

 

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O PSDB dispõe de um nome competitivo em Pernambuco, o deputado estadual Daniel Coelho. Porém, o partido antevê dificuldades financeiras e políticas. Estima uma coleta de fundos de campanha abaixo do necessário. E avalia que Coelho poderia no máximo provocar um segundo turno na disputa estadual.

 

Após considerar a relação custo-benefício, o PSDB pernambucano se encaminha para a composição com Eduardo Campos. Tende a privilegiar suas candidaturas à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa, em detrimento da campanha presidencial de Aécio. Nesse arranjo, Daniel Coelho disputaria uma cadeira de deputado federal.

 

A equação leva em conta a evidência de que a montagem de um palanque tucano em Pernambuco não alteraria a precariedade eleitoral de Aécio no Estado. Dá-se de barato que Campos, beneficiado pela boa avaliação como governador e pelo bairrismo do eleitor, prevalecerá sobre os antagonistas na sua terra natal.

 

No segundo turno da sucessão presidencial de 2010, apoiada pelos pernambucanos Lula e Campos, Dilma Rousseff esmagou o tucano José Serra em Pernambuco. Derrotou-o por 75,65% dos votos válidos contra 24,35% —resultado muito superior ao registrado no placar nacional: 56,05% para Dilma, 43,95% para Serra.

 

Com Eduardo Campos na disputa, avalia-se que Aécio deve colecionar nas urnas pernambucanas menos votos do que Serra. Mal camparando, Aécio enfrentará em Pernambuco situação inversa à que desfrutará em Minas Gerais, onde o bairrismo e a popularidade de ex-governador o favorecem. Ali, no segundo maior colégio eleitoral do país, Campos é quem está, por ora, a pé.

 

Informado sobre o andamento das conversas em Pernambuco, Aécio acertou com o presidente do PSDB local, o deputado federal Sérgio Guerra, o adiamento da definição para abril de 2014. Favorece protelação o fato de que Campos ainda não indicou o candiato do PSB à sua sucessão.

 

Em conversa privada com o tucano Sérgio Guerra, seu amigo, Campos reforçou o pedido para que o PSDB se abstenha de lançar a candidatura de Daniel Coelho ao governo. Fez isso porque idealiza uma eleição estadual de turno único. E sabe que Coelho, tomado pelo potencial de votos, eleva o risco de um segundo round.

 

Candidato a prefeito de Recife em 2012, Daniel Coelho evoluiu da condição de azarão para a de fenômeno. Numa disputa vencida pelo ‘poste’ de Eduardo Campos, Geraldo Julio (51% dos votos), o tucano chegou em segundo (28%), bem à frente do pretenso favorito do PT, Humberto Costa (17%).

 

Sem Daniel Coelho, a disputa pela poltrona de governador deve ficar polarizada entre o candidato de Campos e o senador Armando Monteiro (PTB), que negocia o apoio do PT. A presença do petismo no palanque de Armando oferece pretexto adicional para que o tucanato se acomode ao lado do nome a ser indicado pelo governador.

Uol. com

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