Projeto internacional: Fiocruz dá início a desafio para ‘eliminar a dengue’ no Brasil

Publicado em quarta-feira, setembro 24, 2014 ·

Foto:  Divulgação
Foto: Divulgação

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) dá início a um projeto internacional para erradicar a dengue, reduzindo a transmissão do vírus pelo mosquito. ‘Eliminar a Dengue: Desafio Brasil’ começa no bairro de Tubiacanga, na Ilha do Governador, no Rio, mas é estudado pela equipe da Fiocruz desde 2012.  O estudo consiste em uma abordagem inovadora para reduzir a transmissão do vírus da dengue pelo mosquito Aedes aegypti de forma natural e autossustentável . Os “desafios” da dengue já são enfrentados em diversos países como Austrália, Vietnã e Indonésia sendo o Brasil o primeiro das Américas a recebê-lo.

Os estudos de campo preveem a liberação dos mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia — uma bactéria naturalmente encontrada no meio ambiente. Quando presente no Aedes, ela é capaz de impedir a transmissão da dengue pelo mosquito .

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Naturalmente presente em cerca de 60% dos insetos no mundo (incluindo diversas espécies de mosquitos, como o pernilongo), não existem evidências de qualquer risco da Wolbachia para a saúde humana ou para o ambiente.

“Estamos diante de uma estratégia científica inovadora e segura, que poderá contribuir para o controle da dengue e para a melhoria da saúde da população , comenta otimista Luciano Moreira pesquisador da Fiocruz e líder do projeto no Brasil.

“Após dois anos de estudos preparatórios, é empolgante ver o projeto avançando para esta fase no Brasil, onde contamos com a liderança científica da Fiocruz”, completou Scott O’Neill, coordenador internacional do Programa.  A iniciativa é sem fins lucrativos e integra o esforço internacional do Programa ‘Eliminate Dengue: Our Challenge’ (Eliminar a Dengue: Nosso Desafio).

Cerca de dez mil mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia serão liberados semanalmente pelos pesquisadores — número similar aos protocolos adotados com sucesso na Austrália. As liberações acontecerão por aproximadamente três ou quatro meses, de acordo com a avaliação dos cientistas.

Para reduzir o incômodo da população, antes do início da liberação dos mosquitos com Wolbachia, os pesquisadores, em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, realizaram uma etapa chamada de supressão dos criadouros. “Buscamos com esta medida diminuir o desconforto para os moradores de Tubiacanga, que sempre apoiaram esta iniciativa científica”, Luciano reforça.

O projeto propõe uma abordagem sustentável e de longo prazo, pois, após o estabelecimento de Aedes aegypticom Wolbachia no ambiente, a bactéria é transmitida naturalmente para as gerações seguintes de mosquitos.  “Assim, o método se torna autossustentável: os mosquitos com Wolbachia predominam sem que precisemos soltar constantemente mais mosquitos com a bactéria”, explica Luciano. Estudos de larga escala previstos para 2016 em outras localidades do Rio de Janeiro poderão avaliar o efeito desta estratégia em reduzir a incidência de dengue.

Brasil é o primeiro país das Américas a receber estudo inovador sobre a dengue

Foto:  Divulgação

 

O Dia Online 

Comentários

Tags : , , , , , , ,

REDES SOCIAIS













ARTICULISTAS
Ramalho Leite
Karlos Thotta
Padre Bosco





INSTAGRAM @focandoanoticia


Focando a Notícia - CNPJ: 11.289.729/0001-46
Proibida reprodução total ou parcial deste site sem aviso prévio
jornalismo@focandoanoticia.com.br
(83) 99301.2627