Preço da energia no curto prazo atinge maior valor da história

Publicado em sexta-feira, Janeiro 31, 2014 ·

Consumo-de-energiaO preço da energia no mercado de curto prazo no Brasil atingiu nesta sexta-feira (31) R$ 822,83 por megawatt-hora (MWh), valor mais alto da história. A informação foi confirmada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O recorde anterior, de R$ 684 por MWh, vigorou entre 30 de junho e 6 de julho de 2001, época em que foi decretado racionamento de energia pelo governo.

A alta no preço da energia elétrica é resultado da falta de chuvas nas regiões onde estão os reservatórios de hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste, que respondem a cerca de 70% da produção de energia do país. Nessa época do ano, o normal seria a elevação do nível das represas, o que não vem acontecendo – elas tinham, na quinta (30), 40,57% de armazenamento de água, a 4ª marca mais baixa desde 2000.

Soma-se à falta de chuvas o aumento no consumo de energia no país, que em janeiro vem batendo recordes, devido ao calor. O resultado foi a elevação, nas ultimas semanas, do chamado Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), que nesta sexta chegou a R$ 822,83, maior valor desde 2000, quando os preços passaram a ser computados. Esse valor também é o teto fixado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O PLD é apurado semanalmente e reflete o custo de produção do megawatt-hora no país. Ele afeta diretamente grandes indústrias e distribuidoras de energia que compram energia no mercado livre — não o consumidor comum.

Esse valor aumenta à medida que mais termelétricas são acionadas para atender à demanda do país – a energia produzida por elas é mais cara devido ao uso de combustíveis como óleo e gás natural. Além de atender à alta da demanda por energia, as usinas térmicas, ao serem ligadas, ajudam a poupar água dos reservatórios de hidrelétricas. Atualmente, as termelétricas estão produzindo cerca de 13 mil megawatts-médios.

O valor divulgado nesta sexta vai servir de referência durante a próxima semana para as negociações no mercado de compra de energia no curto prazo, ou seja, para entrega rápida. Algumas distribuidoras têm menos energia contratada que o necessário para atender aos seus mercados e, portanto, precisam recorrer a essa energia mais cara, comprada no mercado à vista. Essa conta, acima do previsto, é repassada depois à tarifa de luz dos clientes dessas distribuidoras.

g1

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