Pós-eleições

Publicado em domingo, outubro 9, 2016 ·

padre boscoAs eleições de outubro no primeiro turno terminaram. Poucas capitais ainda terão segundo turno. Como se deu o processo eleitoral? Cada lugar tem suas particularidades. Cidades mais movimentadas e ate violentas e cidades mais tranquilas.

Na realidade, quem faz um governo melhor consegue se reeleger ou fazer o seu sucessor; quem deixa visível demais a situação de abandono do povo, não consegue prosseguir na politica.

Pelo que entendi, o tempo de campanha ficou menor o que foi algo positivo; também o material de propaganda parece ter sido limitado. Não se viu uso de bandeiras e fotografias nas casas. Algo também muito positivo. O povo já sabe em quem votar uma vez que em muitos lugares não existe alternância no poder: faltam opções politicas.

Entre os golpistas, alguns perderam totalmente: não conseguiram se elegerem nem fazerem candidatos. Isso é muito positivo como lei do retorno: se colhe aquilo que se planta. O povo vai percebendo e vai julgando segundo o comportamento dos seus representantes. Onde se mantinha a hegemonia do poder, não foi mais possível mantê-la.

Os prefeitos que não foram reeleitos terão ate 31 de dezembro para deixarem o espaço para seus sucessores. O normal é que deixem a situação equilibrada uma vez que apenas administram a coisa publica. Existem às vezes noticias de que as secretarias e até a própria prefeitura ficam sucateadas para dificultar a vida de quem chega para assumir na nova administração. Quem governa se comporta como o dono e não como o administrador público.

Aos que assumem a administração das cidades a partir de janeiro precisam ter a convicção de que não existe mais a campanha eleitoral; que a oposição só vai existir na câmara municipal dependendo do numero de vereadores na oposição.

Quem passa a governar, mesmo que a escolha não represente a maioria de votantes, precisa ter a mentalidade de que governa para todas as pessoas.

A perseguição a quem não votou ou não fez parte da campanha é algo profundamente mesquinho e nunca deveria existir. Uma pessoa concursada no município, não é funcionaria do/a prefeito/a, mas do próprio município. Na realidade, por um período de quatro anos, a pessoa eleita apenas administra aquela situação.

Quem assume um novo mandato precisaria sair da mesmice das habituais administrações. O quadro funcional deveria ser valorizado, escutado e passado por processos de valorização. O que se tem muitas vezes é um quadro de pessoal desmotivado e sem incentivo algum. Nas escolas existe uma falta total de criatividade. Existe a necessidade de repensar a forma de administrar e atender de forma mais ágil a reivindicação das pessoas.

Na área do emprego, do trabalho, o que será pensado? E o lazer para atender a juventude? E no âmbito da cultura? O que não deveria acontecer: mudar as pessoas e o cenário permanecer sempre ou quase sempre o mesmo. E o desafio da educação? Bom lembrar que a situação de crianças e adolescentes é um grande desafio. O papel dos conselhos tutelares é policialesco?

Quem quer governar melhor precisa estar mais próximo da população que escutá-la em suas necessidades e não se recolher como por vezes acontece. Existem experiências de quem se recolhe perde depois as eleições.

Acompanhemos a situação: nunca podemos perder a esperança. pebosco@gmail.com

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