Polo internacional, Campina Grande é celeiro de profissionais de tecnologia

Publicado em quinta-feira, outubro 9, 2014 ·

b.800.600.0.0..stories.campinaGrande04Campina Grande, que chega aos 150 anos no sábado (11), é um dos mais de 70 pólos tecnológicos do país e dona de um dos cursos de Ciências da Computação mais bem avaliados pelo Enade/MEC. A cidade exporta profissionais de tecnologia da informática para trabalhar em empresas como Microsoft e Google, atraem investimentos de multinacionais em projetos de pesquisa e é referência regional na área de tecnologia.

Conceito de mais de 50 anos
Leandro Balby Marinho explica também que a consolidação do conceito de centro tecnológico da Paraíba teve início em 1970, quando Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque, reitor da UFPB na época e posteriormente presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), investiu na formação de professores na cidade, atraindo pessoas de todas as partes do país.

“Ele foi responsável pela atração de boa parte das pessoas que vieram para Campina Grande, muita gente veio do ITA. Por possibilitar a capacitação de professores e pesquisadores em universidades estrangeiras, como por exemplo com a CIDA, no Canadá, e com a JICCA, no Japão. Além disso, foi responsável por implantar em Campina Grande, na década de 1980, o primeiro PaqTc do Brasil”, detalhou. O ponto culminante do incentivo de Lynaldo Cavalcanti foi a instalação na UFCG do primeiro computador em uma universidade das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, na década de 1960.

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O estímulo dado na segunda metade do século XX se transformou em desenvolvimento de políticas na área de tecnologia no início do XXI. A diretora-geral executiva do PacTcPB, Francilene Procópio Garcia, ressaltou que o projeto de Incubadora Tecnológica de Campina Grande (ITCG), voltado a estimular a abertura de empresas de ex-alunos da UFCG, e a instalação de grandes empresas do mercado na cidade são impulsionados com os novos incentivos.

“Os incentivos são de várias origens. A disponibilidade de áreas privilegiadas para implantação da empresas, a CITTA já está em operação; a redução do ISS, cerca de 50% em vigor para Campina Grande); o crédito facilitado para contratação junto à FINEP; o Fundo de Capital Empreendedor para investimentos nas empresas são apenas alguns estímulos na área desenvolvidos em parceria com o PacTCPB”, detalhou.

Segundo dados do programa Farol Digital, a Paraíba reúne cerca de 400 empreendimentos atuando no setor de Tecnologia da Informação, nas cidades de João Pessoa, Campina Grande, Patos e Cajazeiras. Francilene Procópio arremata afirmando que a integração das universidades com as empresas locais é o diferencial do polo tecnológico campinense.

“Podemos afirmar que Campina Grande sedia um polo tecnológico que promove uma base produtiva diferenciada e mais competitiva no Estado e no país, cujos produtos ou serviços gerados são bem posicionados no mercado local e no exterior. É importante ainda acrescentar que os laboratórios de Pesquisa & Desenvolvimento” das universidades possuem conexões com instituições internacionais e projeta Campina Grande mundialmente”, concluiu a diretora-geral do PaqTCPB.

G1/PB

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