Polícia pede mais tempo para investigar ‘agulhadas’ no São João de Campina Grande

Publicado em quinta-feira, julho 19, 2018 ·

(Foto: Henry Fábio/Polícia Civil/Arquivo)

Após vários exames realizados, a Polícia Civil de Campina Grande solicitará ampliação no prazo para investigar as “agulhadas” durante o São João 2018 de Campina Grande. O motivo para a solicitação é que os peritos não tiveram nenhuma conclusão sobre o que realmente era a substância contida nas quatro seringas encontradas próximo ao Parque do Povo. As informações foram divulgadas em uma coletiva na manhã desta quinta-feira (19), na Central de Polícia Civil de Campina Grande.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Henry Fábio, o prazo legal para conclusão do inquérito sobre as “agulhadas” no Parque do Povo já se encerrou e, por isso, a Polícia Civil vai solicitar à Justiça um novo prazo, para concluir as investigações. Nesse período, as vítimas serão ouvidas mais uma vez e os policiais irão fazer retratos falados dos agressores.

Henry Fábio disse ainda que apenas seis vítimas conseguiram visualizar os agressores. Muitas delas acreditam que as câmeras do Parque do Povo poderiam ajudar na investigação da polícia. Mas segundo o delegado, é difícil identificar a hora e o local exatos que as agressões teriam acontecido.

As quatro seringas encontradas ao lado do Parque do Povo passaram por vários testes em Campina Grande e depois em João Pessoa. A apreensão aconteceu já durante as investigações dos casos de “agulhadas” durante o São João 2018. De acordo com um dos peritos legais, Sérgio Lucena, os resultados dos exames realizados no Instituto de Polícia Científica (IPC) da capital mostraram que o sangue encontrado nas seringas não era humano.

O coordenador do IPC de João Pessoa, coronel Fábio Almeida, divulgou na tarde da quarta-feira (18) que “o que ficou apurado é que não há perfil genético compatível com sangue humano. Fora isso, não foi feito mais nenhum estudo para saber qual o tipo de sangue, ou qual tipo líquido é. Não foi feito isso, até porque não é sangue humano”, disse ele.

As quatro seringas foram encontradas em uma rua lateral ao Parque do Povo, na madrugada do dia 17 de julho deste ano. Dentro das seringas, havia sangue diluído em soro, mas até então não se sabia se o sangue era humano. Em uma primeira análise também foi percebido que o sangue havia sido refrigerado. Segundo a Polícia Civil, não foi confirmada ainda nenhuma relação dessas seringas apreendidas com os casos de “agulhadas” investigadas no Parque do Povo.

Participaram da coletiva de imprensa nesta quinta-feira (19) o delegado Henry Fábio, que está a frente das investigações, e dois peritos do IPC de João Pessoa. O caso das “agulhadas” se tornou alvo de investigação depois que várias pessoas deram entrada no Hospital de Trauma de Campina Grande relatando que foram vítimas de agulhadas dentro do Parque do Povo, durante a festa do “Maior São João do Mundo”, e em um bloco junino que saiu pelas ruas de Campina Grande no dia 3 de junho. Até o fim da festa cerca de 61 pessoas foram atendidas, mas apenas 25 das vítimas procuraram a Polícia Civil para prestar depoimento.

Pessoas foram feridas com agulhas no São João 2018 de Campina Grande  (Foto: Reprodução/TV Paraíba/Arquivo)

Pessoas foram feridas com agulhas no São João 2018 de Campina Grande (Foto: Reprodução/TV Paraíba/Arquivo)

G1

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