Polícia não acha ‘roubo’ de água da transposição na PB e devolve caso para Integração

Publicado em quarta-feira, agosto 9, 2017 ·

Divulgação / Ministério da Integração Nacional
Transposição do Rio São Francisco

A polícia não encontrou desvios de água da transposição do rio São Francisco para o Rio Paraíba, informou nesta quarta-feira (9) o delegado seccional da Polícia Civil de Monteiro, no Cariri paraibano, João Joaldo. A investigação começou com a denúncia feita pelo Ministério da Integração na delegacia de Sumé, também no Cariri, de que ligações não autorizadas já teriam desviado 20 milhões de metros cúbicos do leito do rio.

A denúncia feita pelo Ministério dava conta de que agricultores estariam fazendo desvios na água da transposição que corre ao longo do leito do Rio Paraíba até chegar ao açude de Boqueirão, que abastece Campina Grande e mais 18 municípios. Segundo o órgão federal, os desvios irregulares seriam a principal causa para a diminuição da vazão d’água no manancial.

Segundo o delegado, no entato, as investigações policiais identificaram duas pontes construídas no leito do rio e que estariam causando a redução na vazão da água. As pontes foram construídas porque algumas comunidades das cidades de Coxixola, Caraúbas e Congo ficaram isoladas depois que as águas do rio São Francisco começou a passar pelo Rio Paraíba.

Foram três construções, mas pelo menos duas delas teriam impacto na redução da vazão da água. “O aterramento de duas delas, feitos na cabeceira do rio, estão atrapalhando a passagem da água. Neste caso acho pertinente que o Ministério da Integração provoque os órgãos responsáveis para resolver o problema, pois não entra na nossa esfera de atuação”, explicou o delegado.

A polícia vai enviar um relatório para o Ministério da Integração sugerindo ele provoque os órgãos competentes para fiscalizar as construções das pontes.

Visita identifica queda na vazão

No dia 31 de julho, técnicos da Aesa e da empresa que presta serviços ao Ministério da Integração visitaram cinco pontos das obras da transposição do Rio São Francisco nos trechos entre a cidade de Sertânia, no Pernambuco e Monteiro, no Cariri paraibano. O objetivo foi buscar medições unificadas entre os dois órgãos.

Na visita ficou constatado que a vazão da água na chegada ao Rio Paraíba, em Monteiro, está em 3,51 metros cúbicos por segundo. No açude de Boqueirão a vazão é ainda menor. Na bacia do manancial, a vazão está chegando a 2,9 metros cúbicos por segundo, mas no espelho d’água a vazão é de 1,42 metros cúbicos por segundo.

Na terça-feira (8), o secretário de Recursos Hídricos de Campina Grande informou que a cidade de Campina Grande vai sair do racionamento de água no dia 26 de agosto, quando o açude de Boqueirão atingir 8,2% da sua capacidade máxima. O reservatório Epitácio Pessoa, conhecido como açude de Boqueirão, abastece as 19 cidades, que estão em esquema de racionamento desde dezembro de 2014. Mesmo com a realização do ‘Maior São João do Mundo’, o racionamento tem sido mantido.

G1

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