PB terá ambulatório para acompanhar pacientes que aguardam cirurgia de mudança de sexo

Publicado em quarta-feira, Março 13, 2013 ·

bandeira-glbtDesde que o Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou a cirurgia de mudança de sexo em sua grade o número de beneficiados tem aumentado. De acordo com dados divulgados pelo órgão, são feitas, aproximadamente, 2 cirurgias por dia no Brasil, um crescimento de sete vezes a mais do que em 2008, primeiro ano de projeto, que acumulou 101 contemplados.

A realidade na Paraíba, ainda está longe desse desempenho, afinal nenhuma cirurgia deste tipo foi realizada porque o estado ainda não tem nenhum hospital cadastrado pelo SUS e nenhuma equipe apta a realizar a intervenção. Contudo, segundo Fernanda Bevenute, relações públicas da Associação das Travestis da Paraíba (Astrapa), o estado tem investido na construção de uma política de segurança para a saúde de travestis e transexuais com a implementação de um ambulatório multiprofissional capaz de fazer todo o acompanhamento necessário para aqueles que desejem se submeter à cirurgia de mudança de sexo.

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“Estamos construindo, juntamente com o Governo Federal, uma política chamada de Processo Transexualizador, que prevê a construção de um ambulatório onde os travestis e transexuais possam ter um acompanhamento especializado, desde psicólogos a endocrinologistas, durante os 2 anos que o processo pré-cirúrgico dura”, declarou a RP.

Fernanda acredita que o ambulatório é apenas o primeiro passo na luta por melhores condições para as transexuais e que a proposta do SUS é a mais acertada, uma vez que as cirurgias particulares não garantem um processo transexualizador que una o resultado da cirurgia a uma preparação física e psicológica bem sucedida.

“São dois anos de caminhada, onde existem orientações e avaliações que preparam o corpo para receber a transformação”, afirmou Fernanda.

A representante da Astrapa esclareceu ainda que o período de 2 anos ainda inclui a hormonioterapia, que possibilita a transformação do corpo através da manipulação de hormônios, reduzindo e conscientizando transexuais e travestis sobre os riscos da aplicação de silicone industrial, ou a auto-medicação para obter novas formas.

A portaria que prevê a instalação do ambulatório deve ser viabilizada em Brasília ainda nesta semana e a unidade deve começar a funcionar ainda este ano.

Cybele Soares

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