‘PB não produz os principais vetores da violência: drogas e armas’, diz Cláudio Lima, mas conta ‘solução’ de longo prazo

Publicado em sábado, agosto 30, 2014 ·

(Foto: Divulgação/Secom-PB)
(Foto: Divulgação/Secom-PB)

O secretário de Segurança da Paraíba, Cláudio Lima, comentou que existem problemas sim na segurança no estado, falando principalmente de João Pessoa, mas destacou a diminuição dos casos de homicídio e ressaltou: ‘o estado não produz as maiores fontes de criminalidade: armas e drogas’.

Em uma entrevista reveladora, Lima destacou que a violência é um problema do país como um todo. “Não quero dizer que somos perfeitos ou estamos fazendo um trabalho melhor que ninguém. Estamos na Paraíba, mas não podemos esquecer que estamos em um contexto nacional. A Paraíba não produz os principais vetores da violência que são a droga e a arma”.

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Lima comentou que o maior número de assaltos na Capital paraibana se concentrava na região de Manaíra e entorno do Bairro São José e que foi preciso a integração das polícias e a instalação de uma Unidade de Polícia Solidária (UPS) para diminuir a criminalidade, contudo, ele apontou o efeito de ‘cobre/descobre’. “Quando você atua demais em uma área, acaba fazendo com que haja um deslocamento desse processo. Tivemos alguns bairros como o ‘Bola na Rede, Alto do Mateus e Mangabeira com problemas muito sérios. Estamos com reforço agora”, garante. O secretário apontou ainda que em Mandacaru houve um período de queda nos homicídios e crimes contra o patrimônio, mas o bairro já está voltando a preocupar.

Para resolver este problema, o secretário falou na criação de Distritos Integrados com Polícia Militar, Civil e UPS. “Em Mandacaru teremos que fazer assim. No Valentina já temos uma UPS, mas estamos melhorando, em Mangabeira temos uma Disp (PM e PC) e uma únidade da Força Tática. No Cristo precisamos ocupar melhor”, conta.

Lima explicou que é preciso muito empenho para fazer estes Distritos e apontou a necessidade de mais de um governo, empenhado, para fazer isso. Voltando às causas, o secretário lamentou o problema maior que é o crack. “Isso veio fazer com que houvesse uma motivação muito maior dos assaltos, com essa infeliz droga. Um verdadeiro câncer”, reclama.

O secretário mostrou números de contratações de policiais militares e civis, porém, apesar de ainda haver uma defasagem e de o governo não ter podido contratar no início do mandato devido ao comprometimento da folha de pessoal, a cidade cresceu. “Tivemos uma expansão democráfica e imobiliária na Zona Sul”, diz.

Marília Domingues

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