Paraibanos são aceitos no Teatro Bolshoi no Brasil

Publicado em sábado, novembro 5, 2011 ·

20110612111806_02Alunos da Escola de Balé do Teatro Santa Roza, orientados pela professora e bailarina Denilce Regina, conseguiram ser admitidos na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, considerada a mais completa do país e uma das melhores do mundo.

A conquista foi dos alunos Gilberto Melo (15), Tâmara Ribeiro (14), Ana Paula Gonçalves (12) e Luana Serrão (18), que se dedicam com obstinação ao balé na Escola de Dança do Theatro Santa Roza e ao Balé Jovem da Paraíba.

Antes de serem aceitos no Bolshoi, os alunos passaram por uma bateria de testes. Primeiro, foi a pré-seleção, um teste gravado em vídeo no qual se pôde observar o talento e a aptidão para a dança. Em seguida, eles foram convocados a Joinvile, para os exames presenciais. Depois, o teste médico, que avaliou a saúde; o teste físico, que analisou a elasticidade, a capacidade e o desenvolvimento corporal; e, por fim, o teste artístico.

Participaram desta audição 357 jovens, dos quais apenas 76 foram selecionados. Todos os alunos da Escola de Dança do Theatro Santa Roza que foram fazer a prova passaram. Fato inédito no Estado e motivo de orgulho para a professora Denilce. “É a primeira vez que conseguimos a aprovação de todos os alunos que se submeteram às provas. Eu fico muito orgulhosa deles, acredito que fizemos um excelente trabalho”, disse.

A Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc) é parceira da Escola de Dança do Theatro Santa Roza, que há mais de 40 anos forma bailarinos profissionais. A presidente da Funesc, Lu Maia, destacou a importância de boas parcerias para o desenvolvimento da cultura. “O desempenho desses jovens bailarinos é muito positivo para o destaque e o respeito da dança em nosso Estado. Para a Funesc, é gratificante saber que o investimento que fazemos, apoiando a escola de dança, está surtindo ótimos resultados”, ressaltou.

Nova batalha – Os jovens bailarinos estão eufóricos com a conquista, mas sabem que agora começa outra luta. Conseguir bolsas para cursar a escola e pagar a estadia é uma delas: “A gente luta muito, todos os dias, porque o Bolshoi é o sonho de qualquer bailarino. A simples espera pelo momento de começar já é algo bom. Foi uma vitória maravilhosa, e agora vamos batalhar por bolsas e apoios”, enfatizou Luana Serrão, há dois anos no Theatro Santa Roza e no Balé Jovem da Paraíba.

Outra batalha que os jovens bailarino vão enfrentar é a adequação à rigidez da instituição. Na Escola do Bolshoi eles farão aulas de diversas matérias: balé clássico, piano, ginástica, pilates, história da dança, entre outras, de segunda a sexta-feira, das 7h às 12h. A rotina da academia fica mais intensa se algum deles forem convocados para compor um elenco, pois os ensaios se estendem aos sábados (às vezes, até aos domingos), o que já acontece com a também paraibana de 13 anos, Maria Luíza, que desde fevereiro está na escola e já participa de espetáculos.

Escola regular – Tâmara, Ana Paula e Gilberto passaram para o curso de balé clássico; já Luana foi aprovada para o balé contemporâneo. Eles chegaram de viagem, e continuam ensaiando até fevereiro, quando embarcam para o início do curso. As obrigações, no entanto, não se limitam aos muros do Bolshoi. Todos os terão a obrigação de cursar a escola regular e apresentar boas notas. Se o balé interferir nos estudos, a carreira do bailarino pode ser comprometida.

Augusto Magalhães, com assessoria da Funesc

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