Paraíba gasta cerca de R$ 10 mil mensal para cuidar de jovens dependentes de substancias químicas

Publicado em domingo, agosto 14, 2011 ·

drogasA Paraíba tem hoje um custo mensal estimado de  RS 10 mil para manter os cerca de 270 jovens envolvidos com o uso de drogas e que são submetidos às medidas sócio-educativas. Para cuidar desses adolescentes são necessários cerca d 700 funcionários. Os dados foram revelados  durante  o seminário da Comissão Especial de Combate às Drogas da Câmara Federal que aconteceu na segunda-feira (8) na Assembléia Legislativa do Estado. O evento foi realizado pela ALPB no plenário José Mariz.

Mesmo diante desses números, Valéria Cristina da Silva, coordenadora da Saúde Mental da secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa; e Vânia Maria de Medeiros, coordenadora do Centro Regional de Referência para Formação de profissionais da Rede de Atenção ao Usuário de Drogas, defenderam o papel das casas de acolhimento, como medida de reinserção social e recuperação de dependentes químicos.

Elas foram duas das palestrantes que falaram à Comissão Especial, que trouxe à Paraíba cinco deputados federais, entre eles os paraibanos Wilson Filho, Hugo Motta e Luiz Couto. Também estiveram participando do seminário, que integra a agenda positiva da Assembleia Legislativa, os deputados federais Francisco Eunício (de Pernambuco) e Genival Carimbão (de Alagoas). O seminário foi presidido pelo deputado estadual Ricardo Marcelo (PSDB), que anunciou que o próximo debate da ALPB sobre o tema será na cidade de Campina Grande.

Para Carimbão, os custos com a recuperação de dependentes são muito altos e mais barato seria investir em prevenção. “Os Caps custam mensalmente de R$ 130 a R$ 200 mil, para acolher de 40 a 60 pessoas. Hoje, no país tem mais de 4 mil comunidades terapêuticas no país. Não encontrei no Brasil um projeto de reinserção social”, disse, ao lembrar que já passou por 14 estados brasileiros na condição de relator da Comissão Especial da Câmara Federal. “Ou nós temos coragem de enfrentar esse problema ou não teremos mais condições de andar nas ruas”, alertou.

Deusimar Wanderley Guedes, presidente da Comissão de Políticas Contras as Drogas da OAB, falou sobre as formas de prevenção e deu um depoimento emocionado sobre o acidente que vitimou sua filha num acidente de automóvel, ocorrido recentemente na avenida Epitácio Pessoa, onde o motorista que provocou o sinistro estava embriagado, dirigia com as luzes apagadas e seu automóvel desenvolvia alta velocidade. “Eduquei minha filha e lhe falei do mal que faziam as drogas lícitas, como a bebida alcóolica. Mas não pude educar esse motorista”, disse.

Na audiência pública e seminário, que falou sobre ‘Repressão ao Tráfico’ foi o delegado Alan Murilo Terruel, da Delegacia de Repressão e Entorpecentes da Capital.

Paraíba.com.br

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