Para Stédile, países ricos só pensam ‘em salvar os bancos, mas nunca em salvar as pessoas’

Publicado em sexta-feira, junho 1, 2012 ·

São Paulo – No meio de uma crise estrutural do capitalismo, que pode ter como consequência mais conflitos e problemas sociais, além do já evidente desequílibrio ambiental, os países que fazem parte do G-20 discutem a salvação de bancos, mas se esquecem de falar ‘vamos salvar as pessoas’, lamentou João Pedro Stédile, membro da coordenação nacional do Movimento Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), durante debate online promovido pela EBC sobre a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

Para um dos líderes do MST, nações ricas, para sair de um momento de crise, utilizam-se da destruição da mão de obra e da matriz produtiva para, assim, encontrar um novo ciclo que satisfaça a eles mesmos. Stédile defende que a sociedade se organize e questione as consequências dessas crises capitalistas, mobilizando as massas e se organizando em torno de discussões sobre novos modelos de produção que coloquem em primeiro lugar o bem-estar da população.

“Essa reunião do G20 só discute isso: vamos salvar o bancos, mas ninguém fala ‘vamos salvar as pessoas’. É só como socorrer o banco tal, como salvar o euro, como controlar a China para não sei o que. Nós, dos movimentos socias e as forças pontuais, temos que colocar o tema do meio ambiente como parte da nossa agenda diária. Então, fazer esse debate nos nossos espaços. Nos cultos, nos sindicatos, nas igrejas, nas escolas e tranformar isso numa grande discussão”, destaco Stédile.

A respeito dos conceitos de economia verde que estão sendo discutidos e questionados atualmente, o líder do MST não é entusiasta dos novos modelos. Para ele, a economia verde é apenas um “rótulo”, muitas vezes usado até como jogo de marketing. Stédile afirma que muitas das grandes empresas, como Shell e Monsanto, não estão interessadas em saber ou, sequer, fazer parte de uma economia verde.

“Às vezes isso se torna um debate desnecessário. Espero que os ambientalistas não caiam nesse papo. É preciso fazer com que se identifique quais são exatamente as empresas e os governos que são responsáveis pelos desequílibrio ambientais e sociais”, ressalta.

redebrasilatual

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