PAGOU PASSOU: Universidade filantrópica descarta vestibular e privilegia alunos do Colégio Geo para ingresso na instituição

Publicado em quinta-feira, Janeiro 30, 2014 ·

professoraEm meio à grande insatisfação da comunidade acadêmica em face do elevado aumento nos cursos da instituição, a reitora do Unipê (CentroUniversitário  de João Pessoa) a professora Ana Flávia Pereira da Fonseca, está envolvida em mais um ato que é digno de no mínimo explicações.Tudo por conta de uma medida adotada pelo Unipê, que de uma maneira centralizadora, privilegia os alunos do Colégio Geo. que após uma parceria com a instituição não precisam mais fazer prova de seleção (vestibular) para terem ingresso numa das mais tradicionais Universidades filantrópicas do país.

“Aqui é assim: basta o aluno do Geo apresentar o histórico escolar comprovando a conclusão do ensino médio que já está com a vaga!”, denunciou o presidente do DCE (Diretório Central dos Estudantes) João Agostinho que se mostrou inconformado com a medida: “É um fato lamentável, a magnífica reitora está desrespeitando a Lei das Diretrizes Educacionais que não permite, o ingresso de alunos em instituições filantrópicas sem a realização de uma prova de seleção (vestibular), onde sequer uma redação é aplicada”, disparou o presidente do DCE.

Segundo o dirigente estudantil, a denuncia merece uma reflexão por parte do Ministério Público da Paraíba: “A parceria Unipê e Geo chega a ser imoral: o aluno Geo escolhe o curso que deseja cursar e basta pagar a matricula e as mensalidades,nesse caso é o verdadeiro pagou-passou. é uma pena que essa imoralidade também possa ser empregada no novo curso de Medicina!”, lamentou Agostinho.

“É um absurdo esse privilegio com o Geo excluindo os demais colégios e temos que engolir essa completa falta de transparência na administração do Unipê”, contou.Atualmente a Unipê conta com quase 10 mil alunos, a maioria deles estudantes do curso de Direito.

MAIS CRÍTICAS.

O presidente do Diretório também criticou a distribuição de Bolsas de Estudo. Para ele, por ser a Unipê uma entidade filantrópica (sem fins lucrativos), essas bolsas deveriam receber outros critérios para distribuição e, em vez disso, são repassadas 125 bolsas para o Governo do Estado sortear via Enem.

“É relevante que a filantropia seja respeitada e os recursos voltem para o alunado com livros, qualidade de ensino, pois o que vemos é que o dinheiro está sendo praticamente destinado para financiar o novo curso Medicina, previsto para ser iniciado em 2015”, completou o dirigente.

A reportagem do PB Agora tentou contactar a professora Ana Flávia Pereira da Fonseca, reitora do Unipê para mostrar o outro lado da denúncia, mas seu telefone estava desligado. O PB Agora ainda se coloca a disposição para abrir espaço para o contraditório, com a resposta da instituição para as denúncias do dirigente.

FILANTROPIA

Os donativos a organizações humanitárias, pessoas, comunidades, ou o trabalho para ajudar os demais, direta ou através de organizações não governamentais sem fins lucrativos, assim como o trabalho voluntário para apoiar instituições que têm o propósito específico de ajudar os seres vivos e melhorar as suas vidas, são considerados atos filantrópicos.

Henrique Lima

PB Agora 

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