Padre Bosco – Primeiros passos em 2012

Publicado em terça-feira, Janeiro 3, 2012 ·

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Estamos nos primeiros dias de 2012. É certo que inúmeras coisas boas estão acontecendo no anonimato.  O bem não é muito divulgado. A miséria, o sofrimento e a maldade dão mais ibope aos meios de comunicação como também mais audiência.
Por mais tranquila que sejam as terras brasileiras, convivemos com o terrível drama das catástrofes naturais. O ano nem iniciou e vamos nos dando conta das calamidades com as chuvas. Em outros lugares do Brasil, no mesmo momento, o sofrimento acontece com a seca.
Tanto uma situação quanto a outra é importante para quem administra o estado ou o município. A miséria atrai dinheiro que não é aplicado integralmente às situações de flagelo. Não faz muito tempo que a rede globo apresentava a situação nos acampamentos de Alagoas onde os desabrigados permaneciam sem a esperança de suas casas, exatamente por causa da omissão do estado.
Neste momento, o Rio de Janeiro como também Minas Gerais, sofrem com a força das aguas. Todos são afetados, mas sempre os pobres sofrem mais. São eles que estão expostos a mais frágil das situações humanas.
A violência não para de crescer. Nossa capital João Pessoa, que é considerada uma das mais verdes do mundo, está cada vez mais vermelho com o sangue humano que se tem derramado em profusão nos últimos tempos. Nunca tivemos tanta violência como atualmente. Sermos a segunda capital do estado mais violento do país é estarmos em uma escala violenta de alto grau.
No primeiro final de semana deste ano de 2012, dias 6, 7 e 8, a polícia paraibana faz um registro de 15 pessoas mortas na capital paraibana e redondezas. Entre as vitimas, uma mulher. Vale salientar que cresceu muito o numero de mulheres assassinadas, como presas também.
A situação é muito grave, mas não incomoda a ninguém. Nenhuma indignação de ninguém. Talvez meia dúzia ainda diga algo sobre esses dados e cobre uma tomada de posição.
A segurança do nosso estado é pública porque é conduzida pelo estado, mas não deve mais ser chamada de segurança. O número de mortos é alarmante. Existe segurança de quem e para quem? Não adiante rezar pela paz nas igrejas se não nos incomoda esta situação.
Nas grandes capitais do país como Rio e São Paulo, em nome da segurança estão matando os jovens usuários das drogas, sobretudo do crack. Existe uma denuncia grande e grave sobre, a ação do governo do estado de São Paulo, como também, do prefeito, sobre a tortura implantada na cracolândia. A ação da policia está sendo duramente criticada. De publico, como sempre acontece, os comandantes fazem a bela figura, em nome da ordem, da segurança e do bem estar dos usuários. Nos bastidores é violência, tortura e mortes. Este comportamento já é por demais conhecido. A preparação para a copa será momento para o extermínio dos pobres que vivem nas ruas sem direitos e oportunidades. Vamos fazer a hipocrisia da segurança para os estrangeiros em nome da morte de nossos miseráveis.
Diante de tantos desafios postos e diante do nosso silencio, vale a pena lembrar esta frase bastante conhecida dita por Martin Luther King “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”.

Padre Bosco

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