Padre Bosco – Pedro e Paulo

Publicado em quinta-feira, junho 14, 2012 ·


 

 

Estamos em julho, mas ainda respiramos a atmosfera das festas juninas concluídas com São Pedro e São Paulo, chamados de colunas da igreja. Compreendendo por colunas aquele sustentáculo de fé nos tempos mais difíceis na origem do cristianismo. Eles, bastante diferentes no estilo e nas funções, mas semelhantes na fé e na entrega da vida.

Pedro foi o administrador, aquele que segundo a tradição bíblica recebeu as chaves. Quem recebe a chave tem a função de cuidar, zelar, administrar. A quem fica com a chave é atribuída uma grande responsabilidade. Este serviço de Pedro, entregue pelo mestre, continua na tradição e no serviço do papa, que tem sido visto como símbolo de poder, mas que se alterna com o serviço que a igreja deve prestar ao mundo. Como o mestre, a igreja existe não para mandar, mas para servir a toda humanidade. Apascentar as ovelhas, função atribuída a Pedro, consiste exatamente na dedicação ao povo de Deus confiado à missão da igreja. Assim, o papa carrega em seus ombros esta árdua responsabilidade. É fácil critica-lo. Estar em seu lugar com o imenso desafio de governar e santificar o povo de Deus é graça de Deus e imensa tarefa.

Paulo, Saulo antes de ser batizado, foi o apostolo das nações. Paulo entendeu por primeiro que a partir da encarnação do verbo, Deus rompeu a mentalidade que existia na cultura judaica do exclusivismo do povo judeu. A partir de Paulo se concebe a compreensão de que há um só povo, feito de judeus e gregos e de escravos e livres.

 Por causa de Jesus e da missão, Paulo passou a viver ser ter residência. Em cada comunidade fundada ou visitada ele constituía a sua nova morada enquanto ali permanecia.

Na leitura de suas cartas Paulo manifesta os inúmeros sofrimentos enfrentados, mas, em nenhum momento, manifesta desanimo e arrependimento por ter sido chamado de seu status e de muitos títulos para se tornar cristão. Na verdade ele tem tudo como desprezível diante daquele que o chamou para ser discípulo. Em Paulo existe uma total inversão de papeis: da condição de perseguidor dos cristãos, à condição de perseguido.

Na vida das duas colunas, um traço comum: sofrimentos, perseguições, prisões e morte. Derramaram o sangue como mártires, participando do mesmo caminho do mestre.

O relato da prisão de Pedro é surpreendente. Da parte das autoridades se pode perceber a postura do medo ou da perseguição. Pedro se encontra acorrentado, e vigiado por quatro grupos, cada um composto por quatro soldados. Um esquema de total segurança. A comunidade de Pedro a única coisa que pode fazer foi se unir na oração. Uma das ideias do texto é mostrar que nada está acima do poder de Deus, por isso, um anjo vai até à cela e o liberta da prisão. Naturalmente com este relato a comunidade se sente reanimada e fortalecida. Todos podem então perceber a grandeza e o poder de Deus que está acima do poder deste mundo. Confira o relato no capitulo 12 dos Atos dos Apóstolos.

Paulo escreveu varias cartas para suas comunidades, mantido na prisão. É impressionante a sua confiança e a consciência do dever cumprido. Percebendo que o dia da morte se aproxima Paulo confessa que está para ser derramado em sacrifício.

Temos assim dois grandes exemplos para a nossa fé em nossos dias. Pedro e Paulo, com as palavras e o testemunho de vida se tornam estímulos para a nossa igreja e para quem de fato deseja viver a fé e a vida cristã. Entregar a vida e não poupa-la deve ser a nossa primeira missão. Coloquemo-nos a serviço.

Padre Bosco

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