Padre Bosco – Missão é Ser Presença

Publicado em domingo, agosto 5, 2012 ·

 

As igrejas cristãs carregam uma missão: continuarem a obra do fundador, o mestre Jesus. Todas elas, a partir do mesmo evangelho, recebem o mesmo mandato: ide! O que muda, significativamente é a forma de ir, isso conta muito. Como também o que dizer, o que fazer e como fazer.

Para o Senhor que as envia, a missão é a mesma: ir ao encontro das pessoas em suas respectivas realidades e atende-las da mesma maneira que o Senhor as atenderia.

Em todas as igrejas, o envio é único e deve ser considerado como tal. Ninguém é dono da missão e, portanto, não pode criar situações que estejam fora dos padrões do Mestre. Ninguém, portanto, não pode deixar de ir, se enviado. A vontade que deve contar não será a nossa mas a vontade daquele que envia.

Assim surgem as necessidades pastorais. Para elas o Senhor chama quem Ele quer e envia quem Ele chama. Nenhuma pastoral é melhor do que a outra. Todas elas são necessidades da igreja e campo de missão que o Senhor nos apresenta e pede o nosso sim.

O povo católico e cristão, ou não, precisa assimilar essa realidade pastoral na igreja. Ainda existem pessoas que questionam a necessidade de determinadas pastorais, sobretudo as chamadas pastorais sociais que são aquelas que cuidam das realidades mais desafiadoras da vida humana. Por exemplo, uma pastoral da terra, uma pastoral do povo da rua, uma pastoral carcerária ou penitenciaria como é chamada em outros países. Existe um pensamento que para algumas dessas realidades a igreja não deveria se meter. Ainda vivemos resquícios que são anteriores ao Concilio Vaticano II, portanto de mais de 50 anos passados, onde a missão da igreja se limitava ao salão da sacristia. Quando aconteceu o Concilio, o mesmo definiu para toda a igreja que a mesma tinha um papel dentro do mundo. Assim, tudo o que tem a ver com o ser humano, tem a ver com a igreja. A partir daí a igreja deve estar presente, sem ser impedida, em todos os ambientes onde a pessoa humana esteja necessitada e precisada de sua presença. O Concilio apenas resgatou uma pratica de Jesus, de fundamental importância, a prática da presença do mesmo na vida das pessoas.

É nesta logica que existe a PASTORAL CARCERARIA. A sua missão consiste em ser presença na vida de homens e mulheres que se encontram na prisão. A presença não acontece por serem piores ou melhores. Na realidade o ser humano vive momentos em sua vida, seja ele culpado ou não. Na prisão, por exemplo, nem sempre todos são culpados. A presença da igreja que deve se dá em todos os ambientes onde existem pessoas em situações de sofrimento, é para significar a presença do próprio Senhor que disse ser visitado ou não por nós na prisão, assistido em suas variadas necessidades ou não. É nisso que consiste o agir de toda e qualquer pastoral: no seu lugar especifico, agir como Jesus, isto é, ser a presença Dele.

Nem todo agir pastoral conta com a compreensão de todos. É uma constatação que o próprio Senhor já advertia: a oposição e até as perseguições por causa do agir pastoral em nome do Senhor. Por isso que nenhuma pastoral trabalha para agradar ou para aparecer. Quem age para aparecer já recebeu a própria recompensa que é ser visto pelos outros.

Padre Bosco

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