Ossadas humanas ficam expostas em corredores da UEPB na Capital

Publicado em quarta-feira, junho 8, 2011 ·



Alunos do campus da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) em João Pessoa denunciaram o que consideram como uma situação constrangedora: ossadas humanas utilizadas pelo curso de Biologia ficam expostas em corredores abertos da instituição, por onde passam estudantes dia e noite. O campus funciona atualmente nas dependências da Escola Estadual José Lins do Rêgo, no Cristo, por onde também transitam alunos de Ensino Médio.
Incomodados, estudantes denunciaram a situação ao Paríba1. A reclamação já havia sido feita à diretoria do campus. Segundo eles, há algumas semanas os discentes do curso de Arquivologia têm que ‘conviver’ no mesmo ambiente em que as ossadas são ‘despejadas’, sempre que precisam utilizar o laboratório de Preservação e Restauração de Documentos.
As fotos abaixo foram feitas a partir de um telefone celular:

“O fato é que em frente ao laboratório estão expostas ossadas humanas utilizadas pelos estudantes de Biologia em suas aulas, sendo que o local onde esses ossos se encontram é de uso comum dos estudantes e funcionários da instituição, incluindo os alunos da Escola José Lins do Rêgo que ali cursam o ensino médio”, denunciou uma estudante que teve seu nome preservado pela reportagem.
Ainda de acordo com os alunos, os ossos ficam expostos ao sol, chuva e ao vento. Eles temem a possibilidade de algum tipo de contaminação. A limpeza do ambiente também não seria feita de forma adequada. “Após o uso dessa área, a limpeza é feita de forma precária pelos funcionários da instituição, isso porque eles não usam nenhum tipo de equipamento de proteção para isto”, revelou.
A reportagem procurou a diretoria do campus em busca de uma resposta para a denúncia. O diretor adjunto José Tavares dos Santos se comprometeu em providenciar a retirada do material ainda nesta quarta-feira (8). Segundo ele, o local precisou ser utilizado porque a infraestrutura do laboratório de Anatomia ainda não está finalizada com câmaras para comportar os ossos.
“Os alunos recamaram e com razão! O material teve que ser submetido a uma triagem, e para isso precisamos de um espaço mais amplo, por isso ele acabou ficando exposto à passagem de alunos, inclusive de outros cursos, que se assustaram”, comentou.
Segundo ele, o material ficará reservado em uma sala fechada até que a obra do laboratório seja concuída.

Paraíba1
Com Karoline Zilah
Focando a Notícia

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