Os brasileiros e a Exploração Sexual Comercial de Crianças e Adolescentes

Publicado em quinta-feira, Maio 30, 2013 ·

 

ExploraçãoOs homens do Rio de Janeiro e as mulheres de Natal e do Rio são praticamente unânimes quanto à efetivação da lei que proíbe o sexo comercial com crianças e adolescentes com menos de 18 anos e à penalização dos homens que cometem o abuso. Em quatro cidades brasileiras: Florianópolis (SC), Itaperuna (RJ), Natal (RN) e Rio de Janeiro (RJ), homens e mulheres condenam os homens pelo sexo comercial com adolescentes entre 12 e 14 anos. Eles são responsabilizados,considerados abusadores, e expressões como “animal”, “louco” e “doente” foram recorrentes para caracterizá-los.

No entanto, fora daquela faixa etária, os adolescentes são responsabilizados pelo sexo comercial e o comportamento juvenil é moralmente condenado. O ato é considerado como “prostituição adolescente” e não exploração sexual por 41% dos homens de 24 a 59 anos, entrevistados no RJ, e 46% das mulheres, com idades entre 18 e 59 anos.

Essa é uma das revelações da pesquisa realizada pelo Instituto Promundo, com o apoio da OAK Foundation. O objetivo foi mapear as percepções, atitudes e práticas de adultos homens e mulheres sobre temas como violência sexual, abuso sexual e exploração sexual. O estudo qualitativo e quantitativo foi aplicado nos anos de 2009 e 2010.

Em um universo de 602 entrevistas com homens no Rio de Janeiro, 14% responderam que já mantiveram relações sexuais com menores de 18 anos. A porcentagem de homens que afirmaram ter amigos que já se envolveram com adolescentes é mais do que o dobro entre os entrevistados que já tiveram atos sexuais com meninas. Além disso, esses homens dizem que se sentem pressionados pelos amigos para ter a experiência.

Ao questionar sobre a situação dos meninos adolescentes prostituídos, os pesquisadores registraram uma maior intolerância ou uma tendência a ‘culpar a vítima’. “O peso da culpabilização em relação a esta prática recai sobre os meninos e não sobre o governo ou os operadores – indicando uma clara diferença entre a percepção de meninas enquanto vítimas e meninos com capacidade de decisão sobre a sua participação em sexo comercial”, diz o estudo.

 

 

Portal Andi

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