Operação prende 25 suspeitos de comandar tráfico na PB; detento do Paraná era o chefe

Publicado em sexta-feira, agosto 16, 2013 ·

A Operação Scarface, realizada na manhã desta sexta-feira (16), prendeu 25 pessoas suspeitas de comandar o tráfico de drogas na Grande João Pessoa, sendo que cinco pessoas continuam foragidas.

dsc_0044 (1)

Presos são suspeitos de tráfico interestadual de drogas, homicídios e associação para o tráfico
(Foto: Jorge Machado/G1)

As investigações apontam que os principais chefes estão presos em presídios federais, a exemplo da Penitenciária de Catanduvas, no Paraná, onde um dos detentos comandava o tráfico de drogas na Paraíba através de informações repassadas pela mulher dele a criminosos no estado. Wallber Virgolino ressaltou que, mesmo alguns integrantes tendo um grau de instrução escolar elevada, a exemplo do vereador Arnóbio Gomes, o líder era o que detinha mais poder para articular e desenvolver ações violentas, objetivando tomar territórios e o fortalecer o tráfico de drogas no estado. Na Operação Scarface, deflagrada na manhã de hoje, foram cumpridos 25 dos 30 mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara de Entorpecentes de João Pessoa.

Os presos na manhã desta sexta-feira foram levados para o Complexo Penitenciário Romeu Abrantes, o PB 1 e PB 2. Já os detentos que receberam o cumprimento dos mandados de prisão foram transferidos, segundo o secretário da Administração Penitenciária Wallber Virgolino.

Um dos locais considerados críticos pelo secretário é o Presídio Sílvio Porto, por conta da destruição de alguns pavilhões durante rebeliões. “Os presos têm contato permanente e não há como fiscalizar o que eles conversam entre si. Por isso que, além dos mandados de prisão, pedimos também a transferência deles para dar mais segurança ao sistema penitenciário e desarticular o grupo”, afirmou.

 

Mesmo evitando falar na existência de facções ou crime organizado na Paraíba, o secretário descreveu a articulação dos criminosos dentro e fora das unidades prisionais como “bem estruturada” e com funções “bastante definidas”.

“Alguns exerciam função de gerente financeiro do tráfico, faziam toda a contabilidade do sistema criminoso. Já outros atuavam de maneira mais localizada, como gerente de bocas de fumo, pessoas responsáveis pelo faturamento de cada boca. Mas também havia quem exercesse funções menos relevantes, como os aviões, informantes”, afirmou.

A Polícia Civil considera a prisão do vereador Arnóbio Gomes como estratégica para desmantelar o grupo de criminosos. “As investigações indicam que o vereador não tem uma função de liderança dentro do grupo. No entanto, a prisão foi fundamental para desarticularmos esse grupo. Como já foi divulgado, a função do vereador era repassar informações privilegiadas de ações policiais a criminosos e atuar na venda de armas para o grupo”, afirmou o delegado Allan Murilo Terruel, titular da DRE.

Bananeiras Online com G1PB

Comentários

Tags :

REDES SOCIAIS













ARTICULISTAS
Ramalho Leite
Karlos Thotta
Padre Bosco





INSTAGRAM @focandoanoticia


Focando a Notícia - CNPJ: 11.289.729/0001-46
Proibida reprodução total ou parcial deste site sem aviso prévio
jornalismo@focandoanoticia.com.br
(83) 99301.2627