‘O Resgate do Pavão Misterioso’ usa efeitos especiais produzidos em CG e máquina voadora em filme

Publicado em segunda-feira, setembro 1, 2014 ·

Pavão Misterioso em SolâneaO longa ‘O Resgate do Pavão Misteriosos’, do diretor Silvio Toledo, sem data ainda para estréia em circuito comercial, avança sobre alguns tabus do cinema nacional. A produção é completamente paraibana, usa efeitos especiais produzidos por empresa de Campina Grande e, além disso, a equipe técnica e os atores são paraibanos, a grande maioria de Campina Grande e João Pessoa.

A produção ficou pronta em julho de 2014 e conta a história de Alexandre, rapaz do interior que se muda para a cidade grande para cursar direito. Na cidade, ele conhece e se apaixona por Sofia, uma menina que é oprimida pelo padrasto em apresentações que exploram financeiramente a fé das pessoas. Para libertá-la da tirania do padrasto, Alexandre vai contar com a ajuda dos amigos e de uma máquina antiga que descobre enterrada no quintal do seu sítio.

O filme é uma empreitada assumida por Toledo como um sonho. O diretor foi apresentado ao cordel “Pavão Misterioso” por um amigo e a partir daí acalentou o desejo de fazer o filme. “Quando foi em 2012 apareceu o edital do FIC (Fundo de Incentivo a Cultura Augusto dos Anjos) e fomos aprovados. Combinamos que quando todo mundo estivesse de férias iríamos começar a produção”, contou o diretor.

 

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Desta forma, a produção foi realizada de janeiro a julho, contando aí com a pós-produção e finalização. “Foram seis meses de pré-produção, contando três meses de ensaio com atores”, pontuou o Toledo, explicando que assim que conseguiu o financiamento de R$ 100 mil reais abriu inscrições para selecionar o elenco. Todas as filmagens aconteceram em janeiro.

“Em janeiro trabalhei de manhã, tarde e de noite”, desabafa Toledo, revelando que foram 68 locações em cidades como Areia, Galante (distrito de Campina Grande), Boqueirão, Pilõeszinhos, Boa Vista, Souza. Na maioria das cidades, a equipe conseguiu algum tipo de apoio, sendo que os maiores foram em Areia, recebido da Prefeitura, e em Galante, o maior apoio privado: a fazenda Santana cedeu a fazenda inteira como locação e alojamento.

 

Cena com os atores Hugo Lucena - (Alexandre) e Rebecca Menezes (Sofia), casal protagonistaCena com os atores Hugo Lucena – (Alexandre) e Rebecca Menezes (Sofia), casal protagonista

Toledo conta que o cordel é considerado o mais lido do mundo e esse seria um dos motivos que justificavam a sua adaptação para o cinema – a adaptação foi feita por Vanderley Brito, que fez uma pesquisa histórica para construir o roteiro.

Em relação as dificuldades, o diretor aponta ainda a falta de crença das pessoas no cinema paraibano. “Mas o filme onde passa é bem recebido. Embora, no momento tenhamos atingido um público pequeno”

Efeitos visuais e máquina – Em seu primeiro longa metragem – Toledo conta com vários curtas na bagagem e trabalho com filmes comerciais para a TV, o diretor revelou que a equipe técnica era composta por cerca de 25 pessoas na produção e seis na finalização.

Em relação aos efeitos especiais, que entre os recursos visuais, mostra o pavão voando com o casal protagonista, foram bem trabalhosos. O filme também precisou investir na construção física da máquina, uma geringonça com sete metros, idealizada pelo artista plástico Walfrido Dias.

O apoio foi necessário, já que a verba conseguida para o filme não foi suficiente para custear toda a obra. “Empresas deram lotação e transporte. Conseguimos também apoio das prefeituras com alojamento, mas mesmo assim tivemos que completar com investimento próprio”, contou o diretor, explicando que um parceiro também colocou dinheiro no filme para complementar a verba.

O filme também conta com músicas inéditas gravadas por Amazan, Renata Arruda, Ângelo Porto e Sócrates Gonçalves.

Pré-lançamento – O pré-lançamento do filme foi realizado no dia 3 de julho no teatro Facisa, em Guarabira. “Fizemos pré-exibições nos dias 10 e 17 e o filme foi convidado para abrir o Festival Cine Mundo no dia 19 de agosto. Em agosto, estávamos no Rio exibindo o filme, com destaques no jornal O Globo”, explicou Toledo.

No entanto a distribuição comercial do filme ainda não está garantida. “Estamos fazendo contrato com a distribuidora ELO para lançá-lo comercialmente. O filme foi super elogiado no Rio, por atores que organizaram o festival. Elogiaram o elenco paraibano. Em todas as sessões que fizemos o filme, ele foi aplaudido de pé. Acho que é um filme importante para a Paraíba”.

Adaptação de cordel – Para quem for assistir ao filme procurando a história do cordel cantada e imortalizada por Ednardo e Ney Matogrosso, um aviso. A história é uma adaptação livre e trazida para os dias atuais.

“A gente fez uma adaptação, porque tivemos que trazer o texto para os dias atuais. Misturamos um pouco com a realidade da vida dos escritores”, conta o diretor, informando que a história do cordel Pavão Misterioso conta com dois autores. Um que teria escrito a obra original em Pilões, interior da Paraíba, e outro que o teria plagiado, mas que proporcionou a divulgação do cordel.

Sobre uma possibilidade do filme ter uma exibição de lançamento em João Pessoa e Campina Grande, Toledo ressalta que está nos planos da equipe. “Estamos começando a planejar para fazer exibição em João Pessoa e outra em Campina, talvez. No momento estamos trabalhando os vídeos clipes com músicas de Renata Arruda e Amazan”, finalizou.

Paulo Dantas

 

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