Número de mortos por explosão em prédios do governo sobe a 7 em Oslo

Publicado em sexta-feira, julho 22, 2011 ·

A explosão provocada por uma bomba que atingiu prédios do governo da Noruega, em Oslo, nesta sexta-feira (22), matou ao menos sete pessoas e deixou duas feridas gravemente, segundo a polícia. Balanço anterior falava em dois mortos.

Horas depois, um homem abriu fogo em um comício do Partido Trabalhista em uma ilha da periferia de Oslo. Há relatos contraditórios sobre mortos e feridos, ainda não confirmados pela polícia.

O comissário de policia Sveinung Sponheim disse que há razões para crer que os dois incidentes são relacionados.

A explosão quebrou várias janelas do prédio de 17 andares em que o premiê, Jens Stoltenberg, despacha, e danificou gravemente prédios em praticamente um quarteirão inteiro, incluindo o local onde funciona a redação do jornal de grande circulação “Verdens Gang” (VG).

A polícia, em comunicado, confirmou que se tratava de uma bomba e disse que foi informada sobre o incidente às 15h26 locais (10h26 no horário de Brasília). A bomba teria explodido cerca de cinco minutos antes.

O explosivo poderia estar dentro de um carro, mas a polícia afirmou ainda não ter certeza disso. Um carro em alta velocidade teria sido avistado na região pouco antes do ataque.

“Foi uma bomba”, disse Sveinung Sponheim, chefe de polícia de Oslo, em entrevista.

Ele afirmou mais tarde, no entanto, que foi uma explosão, acrescentando que “explosões são causadas por explosivos”.

Outra autoridade policial graduada, Thor Langli, afirmou à Reuters que “pode ter sido um carro-bomba”‘.

Uma fonte do governo disse à BBC que ainda haveria pessoas presas dentro dos prédios atingidos.

A polícia pediu aos moradores que deixem as áreas próximas, e a imprensa local fala na possibilidade de haver mais bombas que poderiam explodir na região.

O secretário de Estado Kristian Amundsen disse que se trata da pior situação de emergência já enfrentada pelo país.

O premiê Stoltenberg, em entrevista por telefone a uma TV local, disse que ele e membros do ministério escaparam ilesos do ataque. Ele afirmou que se trata de uma situação muito grave, mas disse que é cedo para dizer se se trata de um atentado terrorista.

O prédio que abriga o Ministério do Petróleo estava em chamas.

Destroços tomaram as ruas, e fumaça se erguia da região.

Soldados cercavam a região, e os acessos ao centro da cidade foram bloqueados.

Os funcionários que trabalhavam no local foram retirados.

O correspondente da Reuters disse que ao menos oito pessoas ficaram feridas.

Havia pessoas ensanguentadas na rua e muito movimento de ambulâncias.

“Há vidro por todos os lados. É o caos total. As janelas de todos os edifícios nas imediações foram pelos ares”, dissea jornalista da NRK Ingunn Andersen, que inicialmente pensou que se tratasse de um terremoto.

Imagem da TV local mostra a região após a explosão nesta sexta-feira (22) em Oslo, capital da Noruega (Foto: AP)Imagem da TV local mostra a região após a explosão nesta sexta-feira (22) em Oslo, capital da Noruega (Foto: AP)
mapa noruega oslo (Foto: Arte G1)

Autoria
Até agora, ninguém assumiu a autoria do ataque, que poderia ser o primeiro atentado terrorista importante no país.

Membro da Otan, a Noruega já sofreu ameaças vagas da rede terrorista da al-Qaeda por conta de sua participação na guerra do Afeganistão.

Mas a violência política não é comum no país, que também participa da ação na Líbia.

O ataque  ocorreu pouco mais de um ano depois que três homens foram detidos sob suspeita de ter ligações com a al-Qaeda e de planejarem ataques na Noruega.

‘Isso foi um ataque terrorista. É o ataque mais violento a atingir a Noruega desde a Segunda Guerra Mundial’, disse Geir Bekkevold, um parlamentar da oposição, do Partido do Povo Cristão.

Ameaças de ataque começam a chegar aos países nórdicos. Ataques a bomba ocorreram na capital sueca, Estocolmo, em dezembro passado, e o agressor foi morto.

A Dinamarca recebeu diversas ameaças depois que um jornal publicou charges do profeta Maomé no final de 2005, enfurecendo muçulmanos pelo mundo.

G1

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