Número de internações por hanseníase cresce 41% na Paraíba, diz Datasus

Publicado em segunda-feira, Janeiro 30, 2012 ·

hansiniaseO número de paraibanos que se internaram com hanseníase aumentou 44,1% em um ano. De acordo com dados do Datasus, do Ministério da Saúde, em 2011 foram registrados 98 internações , enquanto que no ano anterior, 68 pessoas com a doença se internaram nos hospitais da Paraíba. No Brasil, a quantidade de novos casos caiu 15%.

Do total de internações registradas na Paraíba no ano passado, 30 foram em João Pessoa. Já em 2010, foram 16 pessoenses que se internaram em decorrência da hanseníase nos hospitais.

Os números de novos casos de hanseníase no país são mais positivos. Entre 2010 e 2011, o coeficiente de detecção de casos novos caiu 15%. Entre menores de 15 anos, este percentual baixou 11%. Os dados preliminares mostram que, em 2011, houve 30.298 casos novos detectados, um coeficiente de 15,88 casos novos por 100 mil habitantes.

Destes, 2.192 casos foram registrados em menores de 15 anos (4,77 por 100 mil habitantes). Em 2010, o coeficiente de detecção geral foi de 18,22 por 100 mil habitantes, correspondendo a 34.894 casos novos da doença no país, sendo 2.461 casos na população menor de 15 anos (5,36 por 100 mil habitantes).

A Doença

A hanseníase é uma doença infecciosa e atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é longo e varia de dois a cinco anos. É importante que, ao perceber algum sinal, a pessoa com suspeita de hanseníase não se automedique e procure imediatamente um serviço de saúde mais próximo.

É preciso observar manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo e áreas da pele que não coçam; mas, que causam a sensação de formigamento e ficam dormentes, com diminuição ou ausência de dor, da sensibilidade ao calor, ao frio e ao toque.

Tratamento

Todos os casos de hanseníase têm tratamento e cura. A doença pode causar incapacidades físicas, evitadas com o diagnóstico precoce e o tratamento imediato, disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento, gratuito e eficaz pode durar de seis a doze meses.

Os medicamentos devem ser tomados todos os dias em casa e uma vez por mês no serviço de saúde. Também fazem parte do tratamento exercícios para prevenir as incapacidades físicas, além de orientações da equipe de saúde.

Thibério Rodrigues com informações do Portal da Saúde

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