Nem dores, nem saque da Itália, nem chuva: Alison/Bruno se supera e vence

Publicado em quarta-feira, agosto 10, 2016 ·

Quem ainda não tinha visto o uruguaio naturalizado italiano Adrian Carambula sacando se surpreendeu nas arquibancadas. Após jogar a bola no ar girando levemente, ele bate com muita força para o alto e aplica nela um efeito. O saque “maluco” do parceiro Ranghieri, que lembra o famoso “jornada nas estrelas”, foi a principal arma da Itália contra Alison e Bruno Schmidt. Nos braços da torcida, que mudou de trajes dos outros dias (colocando capas, casacos e gorros), eles não ligaram para a chuva insistente que caía em Copacabana, nem para o bom serviço do adversário, que conhecem bem do Circuito Mundial, e saíram vitoriosos, na base da técnica e raça, pelo placar de 2 a 0, parciais de 21/19 e 21/16, em 45 minutos de confronto. O “Mamute”, que caiu de mal jeito, sentiu dores e foi atendido no primeiro set, se encheu de energia ao decidir voltar e contou com o brilho do jogador eleito melhor do mundo para triunfar.

Mas, do outro lado, também havia um jogador no sacrifício. Após a partida, Carambula disse que “estava morrendo”. O italiano falou que se sentiu muito mal durante todo o dia, com febre, enjoo e vomitando.

– Eu estou morrendo. Acordei péssimo, com muita febre, vomitando muito. Não sei por que estou assim, talvez alguma comida estragada que comi. Estou muito mal. Preciso voltar ao hotel para voltar tomar um ducha de água quente para ver se melhoro. Estou muito enjoado – afirmou.

Bruno Schmidt (Foto: AP Photo/Marcio Jose Sanchez)Bruno Schmidt comemora muito a vitória diante da Itália (Foto: AP Photo/Marcio Jose Sanchez)

 

Alison machucado (Foto: AP Photo/Petr David Josek)Alison ficou caído debaixo da rede, foi atendido e voltou com tudo (Foto: AP Photo/Petr David Josek)

ENTENDA A SITUAÇÃO DO GRUPO DE BRUNO/ALISON

Com a vitória pelo Grupo A, Bruno e Alison chegaram a cinco pontos em três jogos. Pelo revés, os italianos levaram um e ficaram com a mesma pontuação. Agora, as duas duplas esperam o resultado do jogo entre Doppler/Horst, da Áustria, que tem três pontos e pode ir a cinco, e Binstock/Schachter, do Canadá, com dois e que pode ir a quatro se vencer. O jogo está marcado para 00h (de Brasília). Os brasileiros podem terminar em primeiro, segundo ou terceiro, dependendo da combinação, já que os critérios de desempate são, em primeiro lugar, confronto direto e, em seguida, média de pontos (pontos marcados divididos pelos pontos sofridos).

Alison/Bruno Schmidt (Foto: Paul Gilham / Staff)Alison/Bruno Schmidt em ação em Copacabana (Foto: Paul Gilham / Staff)

Cada vitória vale dois pontos. A derrota vale um. Passam de fase direto para as oitavas de final os primeiros e segundos colocados de cada um dos seis Grupos, que vão de A até F. Além deles, avançam diretamente para a próxima fase os dois melhores terceiros colocados. Os quatro piores terceiros colocados vão para a repescagem, que será na quinta-feira. Dela, saem dois times. Ao todo, são 24 duplas em cada gênero. Após a fase de grupos, teremos um total de 14 parcerias (contando os dois que vencerem na repescagem).

O JOGO

Carambula começou o jogo abusando de seu saque “maluco”. Deu certo no início. O Brasil levou 2 a 0. Demonstrando toda sua técnica, Bruno e Alison conseguiram virar. O jogo ficou parelho. Os brasileiros estavam mais ligados no serviço do rival. Toda a arquibancada ficou em silêncio quando o “Mamute” caiu de mal jeito no chão e ficou. Sentindo dores, ele precisou pedir tempo para atendimento médico. Mas o gigante de 2,03m resolveu voltar. A torcida foi ao delírio. Ponto a ponto, os times brigavam. Alison parou um pouco de mancar. Quando Bruno deu um toquinho para deixar o placar em 19/19, o Brasil não mais levou pontos e saiu vitorioso na parcial: 21/19.

Alison machucado (Foto: Reuters)Alison após sentir dores nas areias de Copacabana (Foto: Reuters)

No segundo set, Alison voltou a mancar. A torcida comprou a briga dos brasileiros ainda mais quando o marrento Carambula começou a provocar olhando para a arquibancada. Apesar disso, os brasileiros começaram bem e chegaram a abrir cinco pontos em 12 a 7. Aos poucos, foram se soltando ainda mais e dominando a partida. Muita técnica, muita raça e muito apoio dos fãs. Quando o locutor falava “Bruno”, eles gritavam “Schmidt”. Quando dizia “Alison”, eles respondiam “Mamute”. O match point foi emocionante: Bruno fez uma defesa linda se atirando no chão, Alison deu um levantamento após a bola bater na rede, e o próprio Bruno matou Carambula no fundo da quadra: 21/16.

Alison Carambula vôlei de praia Olimpíada Rio (Foto: Marcio Jose Sanchez / AP)Alison contra Carambula em Copa (Foto: Marcio Jose Sanchez / AP)
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