Nas mãos dos criminosos

Publicado em quarta-feira, agosto 14, 2013 ·

 

artigoniceGrades, cerca eletrônica, câmeras, vigilantes. Esta deveria ser a descrição de uma cadeia, um presídio, mas não é! Na verdade esse é o desenho da maioria das casas e prédios onde vivem cidadãos de bem, trabalhadores que lutam no seu dia-a-dia para sustentar sua família. É, a sociedade atual está vivendo uma verdadeira inversão de valores!

Eu e você – leitor – somos obrigados diariamente a nos aprisionar, porque do contrário poderemos ser a próxima vítima. Sair de casa para ter uma hora de lazer com a família é algo que tem se tornado um evento raro. O medo toma conta de todos nós ao ponto de nos fazer preferir ficar em casa trancados.

Os criminosos, estes sim estão livres e não se intimidam nem mesmo com todo esse aparato de segurança descrito no começo dessa coluna. Coitado daquele que se deparar com um desses indivíduos nas ruas. Eles estão preparados para tudo, inclusive e principalmente, para matar.

A violência aumentou impiedosamente e não foi apenas nas metrópoles. Ao contrário, o crime tem sido algo cada vez mais comum nas cidades pequenas do interior. Na última edição do jornal FOCANDO A NOTÍCIA nós mostramos isso.

De acordo com o Mapa da Violência 2013 – Homicídios e Juventude do Brasil – divulgado no mês passado – o número de pessoas assassinadas, com idades entre 15 e 24 anos, nos anos de 2009 a 2011, cresceu 134% nos municípios de Arara, Bananeiras, Casserengue e Solânea. Em 2009 foram registrados apenas três mortes nessa faixa etária, nessas localidades. O número pulou para sete, em 2011. Em 2010 foram dois homicídios.

E olhe que os números falam apenas em assassinatos, não temos dados sobre assaltos, furtos, entre outras formas de violência.

Alguns associam esses índices a impunidade e, por isso, defendem leis mais duras, fim da maioridade penal, etc. Outros querem a construção de mais presídios, número maior de policiais, maior rigor na prevenção a violência. Tem também aqueles que culpam os governantes e acreditam que mais investimentos na educação e no aumento do número de empregos mudaria essa realidade.

Ninguém, ou quase ninguém, no entanto, cita a palavra família.

Fico a me perguntar se eu, mãe, tenho criado e educado meu filho para que ele se transforme em um cidadão de bem?

Será que quando um pai de família vai à escola em que o filho estuda e grita na cara dos professores que está pagando caro e que, por esse motivo, o seu filho tem o direito de desrespeitar as pessoas com as quais convive naquele ambiente, ele – pai – não está contribuindo para criar um marginal do futuro? Será que quando os pais de um garoto, ou garota, passam a mão em sua cabeça, mesmo sabendo que ele está errado, não está contribuindo para essa inversão de valores?

Como eu posso exigir que o Estado puna meu filho se eu não educá-lo punindo-o, da forma correta, quando ele comete os primeiros deslizes de sua vida?

Governantes, professores, psicólogos nada poderão fazer se não contarem com a ajuda da família. E a família nada poderá cobrar se não fizer a sua parte e não reconhecer que também tem seu papel na sociedade.

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