Não confio em ninguém

Publicado em quinta-feira, Abril 18, 2013 ·

artigonice

Pasma! Eis o meu estado de espírito hoje, quinta-feira, dia 18 de abril. Ninguém me contou, eu ouvi da boca do superintendente da Polícia Federal, Marcelo Cordeiro. Ele disse: “era o verdadeiro sindicato do crime”.

Não gente, ele não estava se referindo a traficantes, assaltantes, assassinos de onde já se espera que saiam atitudes horrendas. Marcelo Cordeiro falava de um juiz, um delegado da Polícia Civil e alguns advogados.

Essas pessoas pagas por nós para defender a justiça e para ter zelo com o cidadão montaram, segundo a PF, uma verdadeira quadrilha que agia debaixo do nosso nariz e que fez vítimas em um número tão alto que nem mesmo a polícia soube ainda desvendar.

O esquema, conforme explicaram os investigadores dos crimes, era mais ou menos assim. Exemplo: Eu, cidadã honesta e trabalhadora, constituía um advogado para me defender contra uma empresa que havia me causado danos. O advogado entrava com o processo e estipulava uma multa diária para a empresa, caso ela não seguisse os prazos legais para a apresentação de documentos, defesa, etc.

A empresa, por sua vez, pagava as multas, dinheiro esse que deveria ser repassado para mim, autora do processo. Entretanto, os valores eram divididos entre o advogado, juiz e delegado e eu sequer ficava sabendo que as multas haviam sido pagas.

Insatisfeita com a descoberta de ter sido lesada pelo advogado eu recorria a delegacia de polícia para prestar uma queixa. Era nesse momento que o delegado agia. Ele, ao invés de me defender, me intimidava e ainda entrava com uma queixa crime contra mim por calúnia e difamação.

Tudo era tão bem organizado que os envolvidos (juiz, delegado e advogados) sabendo que a Polícia Federal os estava investigando já estavam em contato com policiais federais na tentativa de ter conhecimento de detalhes da apuração. Esses agentes também já estão sendo investigados.

A pergunta que fica em mim, martelando meu juízo, e acredito de todo cidadão trabalhador e honesto é? Se juízes, policiais e advogados que seriam, em tese, pessoas nas quais deveríamos confiar cegamente agem assim, em quem poderemos confiar?

 

 

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