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Mulheres e NFTs: Fotógrafa capacita artistas no mercado cripto

Publicado em segunda-feira, junho 27, 2022 ·

A tecnologia de NFTs, ou Non-fungible Tokens, nasceu a partir da ideia de se criar contratos inteligentes na blockchain. Hoje em dia, ela serve como um certificado de autenticidade para um arquivo digital, dando uma espécie de selo de garantia a determinado documento. Na passada segunda-feira (20), um telão da Times Square mostrou o trabalho de mais de cem fotógrafos do mundo inteiro, e a brasileira Livia Elektra participou. A fotógrafa é um dos principais nomes do mercado de arte em NFT, sendo ativista pela inserção de mais mulheres neste nicho.

De acordo com Livia Elektra, a arte digital foi o meio que popularizou o NFT. “A tecnologia dá autenticidade para uma obra digital e comprova que ela é única no mundo. Nossa vida já é online e a tendência é que, daqui para frente, seja mais ainda. As pessoas compram essas obras como propriedades digitais”, afirma.

Um exemplo de celebridade que coleciona obras em NFT é o jogador Neymar, que tem um portfólio avaliado em US$1,3 milhão. Outro setor que popularizou os tokens foram os jogos play-to-earn, onde o jogador ganha criptomoedas ao realizar certas ações ou alcançar conquistas dentro do jogo. Para se ter noção, nos cassinos online também é possível ganhar dinheiro, mas depende bastante de uma combinação entre sorte e habilidade. Nessas plataformas há dezenas de opções diferentes de games, como jogos de mesa, roleta, bingo, blackjack ou máquinas caça-níqueis, por exemplo.

Mercado

Livia Elektra faz parte do casting da NFTPhotographers, uma organização que conecta artistas que utilizam a tecnologia com colecionadores. A foto da brasileira será exposta em um painel de LED no hotel Marriott Marquis, e ilustra uma árvore com poucas folhas e uma nuvem atrás.

Ela disse que conheceu a tecnologia em fevereiro de 2021, quando o cantor estadunidense The Weeknd lançou um single com o registro de autenticidade. Um mês depois, ela conseguiu vender a sua primeira obra. “Foi uma virada de chave para mim”, explicou.

Segundo a fotógrafa, o mercado de tokens permite que artistas tenham uma remuneração mais direta. “Um músico, por exemplo, pode vender as obras dele sem precisar de uma gravadora. Depois, mesmo que essa obra seja revendida, ele ganha uma porcentagem dessa transação. Acho que isso vai dar uma balançada em como as gravadoras e as plataformas pagam os artistas”, defende.

            Mulheres representam apenas 16%

Neste setor de NFTs, as mulheres ainda estão longe de representarem metade das vendas mundiais. De acordo com um relatório publicado pela ArtTactic, uma empresa de pesquisa de mercado de arte, em 2019 e 2020 as mulheres foram responsáveis por apenas 5% das vendas de NFT mundialmente, representando 16% do mercado de arte com tokens.

“A gente ainda está muito longe de ter esse equilíbrio entre homem e mulher. Eles ainda são a grande maioria”, explica Elektra. “Somos minoria no investimento de criptomoedas. Então, a partir do momento que tem essa tecnologia que depende da criptomoeda, a mulher já larga em desvantagem”.

Ou seja, como é necessário fazer uma transação com criptomoedas tanto para comprar quanto para vender os tokens, o público feminino fica com a menor fatia de ambos os setores. Isso porque os tokens e as criptomoedas estão baseados na mesma rede, o blockchain.

Para capacitar mulheres e incentivá-las a investir no mercado cripto, a fotógrafa e mais nove especialistas lançaram o projeto EVE NFT. De acordo com Elektra, a tecnologia ainda é nova, o que facilita que as mulheres se juntem para sair com vantagem numérica, garantindo que não haja tanta desigualdade no futuro. “A gente quer mostrar que para investir em criptomoeda ela não precisa do marido, não precisa de um cara, um quem quer que seja. Pode fazer isso sozinha.”, finaliza.

 

 

 

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