MPPB encontra irregularidades no Hospital Antônio Targino, em Campina Grande

Publicado em quarta-feira, julho 25, 2012 ·


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Foto: Ascom

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) realizou na terça-feira (24), inspeção no Hospital Antônio Targino, localizado em Campina Grande. Foram constatadas, a exemplo de outras unidades hospitalares da cidade, diversas irregularidades como falta de triagem para priorizar pacientes mais graves, além da própria demora no atendimento. A inspeção foi acompanhada pelos técnicos dos conselhos regionais de Medicina, Enfermagem, Farmácia, Odontologia e da Vigilância Sanitária.

A fiscalização apurou, ainda, que o Hospital Antônio Targino disponibiliza apenas um médico para cada 20 leitos, enquanto a recomendação do Ministério da Saúde, neste caso, é no mínimo dois profissionais de saúde.

Alguns enfermeiros revelaram aos técnicos e aos promotores de Justiça, Luciano Maracajá e Adriana Amorim, que não dispõem de dormitórios para melhor acomodação nos horários de repouso. Devido a falta de espaço adequado, eles utilizam bancos de cinto existentes nos corredores daquela casa hospitalar.

Os acompanhantes dos pacientes também enfrentam problemas durante a estadia na unidade hospitalar, pois há falta de camas para esta finalidade nas enfermarias. A fiscalização apurou ainda que os próprios doentes não dispõem, em sua totalidade, de roupas hospitalares, sendo obrigados a permanecerem com as vestes com as quais ingressam no local.

Uma paciente procedente da cidade de Aroeiras, no Cariri Oriental da Paraíba, informou aos promotores de Justiça que, para receber um atendimento mais rápido, teve que pagar R$ 150 por uma consulta, cobrada por um médico do Hospital Antônio Targino e feita num dos próprios consultórios do estabelecimento de saúde.

Os promotores Luciano Maracajá (Direitos da Saúde de Campina Grande) e Adriana Amorim (coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Saúde do estado) vão instaurar inquérito policial para apurar a denúncia.

Com relação às demais irregularidades encontradas, o Ministério Público e os órgãos técnicos responsáveis pela inspeção, vão dar 30 dias à direção do hospital para que todas elas sejam corrigidas – sob pena de terem que ingressar com uma ação na Justiça.

Fonte: Ascom
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