Movimento Terra Livre faz protesto por moradia em João Pessoa

Publicado em quinta-feira, Maio 3, 2012 ·

Manifestantes queimaram pneus e interromperam o trânsito no bairro de Tambiá, em João Pessoa, no início da tarde desta quinta-feira (3). Cerca de vinte pessoas participaram do protesto do Movimento Terra Livre. Segundo o coordenador do movimento, Sérgio Sousa, a luta é por melhores condições de moradia. “Essa manifestação é uma resposta a ação da polícia que tentou expulsar a gente hoje do terreno onde a gente mora por trás da Bica”, explicou.

Bombeiros controlaram incêndio para liberar o trânsito no cruzamento em Tambiá (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Cerca de 80 famílias vivem no local, próximo ao Parque Arruda Câmara, e teriam recebido prazo até as 18h da sexta-feira (4) para deixar a área onde vivem. Todos são ex-moradores dos bairros Mandacaru, Padre Zé, Jardim Mangueira e Róger, que ficaram desabrigados depois das últimas chuvas na capital, além de pessoas que estão à espera de casas do programa Minha Casa, Minha Vida.

O terreno não é utilizado e virou uma espécie de depósito de lixo, segundo o coordenador do movimento. Ele também disse que já procurou a procurou a prefeitura, que seria proprietária do terreno, e apresentou uma sugestão com outras duas áreas que poderiam ser desapropriados para receber os desabrigados, mas não teria recebido resposta.

O protesto durou cerca de 30 minutos e dificultou o trânsito na Avenida Monsenhor Walfredo Leal, uma das principais vias que dão acesso ao Centro da capital. Foi um transtorno para o técnico em informática Felipe Brandão. “Para quem está indo para o trabalho, assim como eu, isso é muito ruim. Atrasa, atrapalha o trânsito”, disse.

O fogo foi controlado às 12h10 pelo Corpo de Bombeiros. A polícia foi chamada para controlar o tumulto, mas não houve confronto com os manifestantes. Pelo menos dois carros da PM estiveram no local.

Reintegração de posse
O coronel Josman Lacerda de Albuquerque, coordenador de gerenciamente do crises da Polícia Militar para mediação de conflitos urbanos e agrários, confirmou a tentativa de reintegração de posse nesta quinta-feira (3). Segundo ele, a ação atendeu uma determinação judicial expedida em caráter de urgência na sexta-feira (27).

Ele explicou que o município é obrigado a pedir a judicialização do assunto, já que a área onde os manifestantes estão abrigados pertence à prefeitura e é reserva ambiental de preservação permanente.

g1

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