Morte de cinegrafista da Band reacende discussão sobre seguro para jornalistas

Publicado em terça-feira, novembro 8, 2011 ·


A morte do cinegrafista da Band, Gelson Domingos da Silva, de 46 anos, na manhã do domingo (6), evidenciou mais uma vez a discussão sobre condições de trabalho de jornalistas que cobrem áreas de risco. Segundo nota divulgada pelo Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, a emissora não ofereceu condições necessárias ao repórter.
“Isso [o colete] é uma maquiagem. Os coletes não oferecem segurança para o profissional porque não protegem contra os tiros de fuzil, a arma mais usada pelos bandidos e também pela polícia no Rio. E as emissoras só dão o colete porque a convenção coletiva de trabalho estabeleceu que o equipamento é obrigatório”, diz Suzana Blass, presidente do sindicato. Ela também reforça a necessidade do seguro para jornalistas. “Já pedimos que as empresas de comunicação façam um seguro diferenciado para as coberturas de risco, mas elas responderam que já protegem seus funcionários e classificaram a proposta do sindicato como uma interferência em seu trabalho”.
A proposta inicial de seguro para jornalistas é do ex-deputado federal Celso Russomano, mas quem deu andamento ao Projeto de Lei 239/11, que prevê seguro para jornalistas foi o deputado Sandes Júnior (PP/GO). À IMPRENSA, o deputado afirmou que se animou a seguir com o projeto para proporcionar aos jornalistas que cobrem ou são enviados para regiões de conflito no Brasil “maior segurança e respaldo”. “Mas as barreiras iniciais do projeto estão relacionadas ao fato de as empresas de jornalismo serem contra. Mas ele continua andando normalmente. Só que a impressão que eu tenho é que a casa não gosta de aprovar projetos que tenham relação com jornalistas”.
A Associação Profissional dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio de Janeiro afirmou que os jornalistas precisam “se capacitar para esse tipo de cobertura e, quando julgar necessário, se recusar a arriscar a vida em situações como essa”. De acordo com nota divulgada pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, Silva utilizava o equipamento de proteção adequado – colete à prova de balas – conforme autorização das Forças Armadas.

Luiz Gustavo Pacete
Jornalistas são treinados pela PM


Treinamento

Em São Paulo, a Polícia Militar (PM) realiza, semestralmente, o treinamento do Método Giraldi de Tiro Defensivo para Jornalistas que cobrem a editoria policial. O curso é adotado desde 1998 e reconhecido internacionalmente pela Cruz Vermelha.

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