Morre no Rio segunda vítima de acidente em parque, diz secretaria

Publicado em terça-feira, agosto 16, 2011 ·

O jovem Vitor Alcântara de Oliveira, de 16 anos, ferido no acidente em um parque de diversões de Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio, morreu na tarde desta terça-feira (16). Ele estava internado em estado gravíssimo no Hospital municipal Miguel Couto, no Leblon, na Zona Sul. As informações são da Secretaria municipal de Saúde. O acidente aconteceu no domingo (14) e já tinha deixado uma jovem morta, além de outros sete feridos.

Ainda de acordo com a Secretaria, Daiane Mesquita, de 17, outra jovem também ferida no acidente permanece internada no mesmo hospital em estado gravíssimo. Ela está no Centro de Tratamento Intensivo (CTI), com traumatismo craniano.

Já a jovem Francine Januário Santana, de 20 anos, sofreu uma fratura na mandíbula e também está internada no Hospital Miguel Couto. Segundo a Secretaria municipal de Saúde, seu quadro é estável, mas não há previsão de alta.

Depoimentos na delegacia
A delegada Adriana Belém da 42ª DP (Recreio) informou, na tarde desta terça-feira, que a dona do parque e o filho chegaram com um advogado ao local e afirmaram que só vão responder em juízo. Um terceiro sócio do parque também está na delegacia para prestar depoimento.

Bombeiros e funcionários da prefeitura também prestam depoimento, além de representantes da associação de moradores de Vargem Grande, segundo Adriana Belém.

Também prestou depoimento a jovem Pamela Beatriz Pereira, ferida no acidente, que foi à delegacia acompanhada da família. Com muitas lesões na face, ela não quis falar com a imprensa.

Mãe de jovem que morreu no domingo critica parque
“Aquilo não era um parque, era um depósito de ferro. Eles (dona do parque e filho) têm de pagar por isso. Ficarei mais satisfeita quando ela e o filho estiverem atrás das grades. O engenheiro também tem de pagar por isso. Como é que ele assina um coisa que não viu? Isso levou a vida do meu bebê que não vai voltar mais”, desabafou Adriana Barreto, mãe de Alessandra Aguilar que morreu no domingo após ser atingida por brinquedo que se desprendeu.

Ela deixou a 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), onde foi conversar com a delegada Adriana Belém. A mãe da vítima disse que ficou satisfeita de ver que a polícia está empenhada na investigação do caso.

‘Quando acordei, já estava todo mundo no chão’, diz vítima

Mãe e ferida em parque chegam à delegacia (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)Mãe e filha ferida em parque chegam à delegacia
(Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)

Uma das vítimas do acidente foi à 42ª DP (Recreio) com a mãe para prestar depoimento. Ana Gabrielle Van Bellen, de 17 anos, disse que estava com um grupo de amigos, inclusive a Alessandra Aguilar que morreu.

Ela contou que o grupo já tinha andado no brinquedo tufão que se desprendeu causando o acidente. Os jovens estavam decidindo se iriam andar novamente no brinquedo quando ela falou que foi atingida.

“Quando acordei, já estava todo mundo no chão. Não sei muito bem o que aconteceu”, disse Ana, que levou 12 pontos na cabeça.

Morte de funcionário em parque
Policiais da 42ª DP (Recreio) informaram, nesta terça-feira, que o funcionário Diogo Melo de Paiva, de 23 anos, que trabalhava no parque de diversões, em junho deste ano, morreu em um acidente causado por um brinquedo chamado surfe. O parque estava em Paty do Alferes, na Região Centro Sul Fluminense, durante a Feira do Tomate.

De acordo com a delegada Adriana Belém, também houve outros caso de acidente no ano passado. “Já descobri, inclusive, a ocorrência de um homicídio culposo, em 2006, além de vários procedimentos de lesão corporal por acidentes ocorridos neste mesmo parque”, disse a delegada.

Em 2006, o parque ficava no bairro da Abolição, no subúrbio do Rio, e um adolescente, chamado Róbson da Costa, de 14 anos, morreu. Outras duas crianças ficaram feridas, em 2008. “Com a constatação de que não havia a menor possibilidade de este parque estar funcionando, vamos mudar a tipificação”, afirmou a delegada, reiterando que vai mudar a tipificação do crime de homicídio culposo para homicídio doloso.

Engenheiro indiciado por falsidade ideológica
A delegada confirmou ainda que o engenheiro que deu a autorização para o parque funcionar e disse que não andaria nos brinquedos nem permitiria que seus parentes andassem já está indiciado por falsidade ideológica.

“Ele deu declarações em documento público que não corresponde à verdade. O parque não tem condições de funcionar”, explicou Adriana, informando que se condenado na Justiça, o engenheiro pode cumprir pena de 1 a 5 anos de detenção.

G1

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