Ministra visita Assembleia Legislativa e lembra assassinato de Manoel Matos

Publicado em terça-feira, novembro 22, 2011 ·

Maria Rosário foi recebida pelos petistas Anísio Maia e Luciano Cartaxo

A democracia plena não pode coexistir com a presença de ações e resquícios da ditadura militar, que atentam contra os direitos humanos, a exemplo dos grupos de extermínios, segundo declarou a ministra de Estado dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, durante visita que fez no final da tarde da segunda-feira (21) a Assembleia Legislativa da Paraíba. Na ocasião, a ministra Maria Rosário, que foi recebida pelos deputados petistas Anísio Maia e Luciano Cartaxo, proferir palestra para vítimas e familiares de vítimas da Ditadura Militar, no auditório João Eudes da Casa de Epitácio Pessoa.

A ministra Maria do Rosário informou que o governo federal assumiu um compromisso com a sociedade brasileira no sentido de trazer à tona os verdadeiros fatos promovidos pelos militares, durante o denominado “período de chumbo”, época em que muitas pessoas que lutaram pelos direitos humanos tiveram suas vidas ceifadas. “Na última sexta-feira, a presidente Dilma deu dois passos importantes nessa direção, quais sejam, a promulgações de duas leis; a primeira diz respeito ao acesso a informação e, a segunda, cria a Comissão da Verdade”, ressaltou.

O recente assassinato do advogado Manoel Matos, que denunciou a existência de grupos de extermínio na divisa dos estados Paraíba/Pernambuco, foi citado pela ministra como resquício da ditadura militar, ao acrescentar que “a luta não é apenas para trazer à tona o que foi feito durante a ditadura militar, mas contra os atuais atos contra os direitos humanos, os quais, segundo ela, relutam e permanecerem vivos, impedindo que o Brasil tenha alcance a democracia pela”.

O deputado Anísio Maia disse, na ocasião, que a sociedade brasileira tem direito à verdade e o maior crime seria apagar o passado. “Nós, que fomos vítimas da perseguição, não podemos deixar que apaguem um período obscuro, mas que existiu na nossa história. Um período em muitos atos contra os direitos humanos foram patrocinados pela ditadura militar”, disse.

Histórico – Natural de Veranópolis (RS), a ministra dos Direitos Humanos do governo Dilma Rouseff é professora e deputada federal. Na Câmara, ela presidiu a Comissão de Educação, foi vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias e integrou ainda as comissões de Constituição e Justiça, Seguridade Social e Família. Maria do Rosário iniciou sua carreira política como vereadora em Porto Alegre por dois mandatos, sendo também deputada estadual por um mandato.

Assessoria para o Focando a Notícia

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