Ministério Público investiga mortes de irmãs em João Pessoa

Publicado em terça-feira, novembro 15, 2011 ·

enterroO Ministério Público da Paraíba (MP-PB), por meio da Promotoria da Infância e Juventude, está acompanhando as investigações das mortes de duas irmãs, de 2 e 1 ano, na última quinta (10/11) e sexta-feira (11/11), respectivamente, na capital paraibana.

Segundo o promotor Alley Escorel, como desde o início do fato o pai das bebês, Kaio Felipe de Araújo, é suspeito das mortes, há a preocupação de se desvendar o caso o mais rápido possível.

“O casal também tem uma terceira filha e é preciso saber o que está acontecendo”, comentou Alley, acrescentando que teve acesso ao laudo emitido pelo Trauma de João Pessoa apontando a morte da menina de dois anos, supostamente por abuso sexual.

Alley acompanha o processo com a delegada da Infância e Juventude, Joana D’Arc, que preside o inquérito. Ontem, ela afirmou que só terá algo concreto sobre as mortes das duas meninas quando sair o laudo oficial do Instituto de Polícia Científica (IPC), previsto para cerca de 15 dias.

“Já ouvi todos os familiares no dia do acontecido, e agora precisamos esperar o resulto do IPC”, reiterou Joana. A tia do pai das crianças Maria do Carmo de Sousa, afirmou que ele, que chegou a ser preso, mas já está em casa, permanece muito abalado, dormindo sob efeito de calmantes.

Ela disse, ainda, que a família ainda não sabe como vai proceder daqui pra frente, quanto à defesa de Kaio Felipe. “A gente está deixando todo mundo se acalmar, nem procuramos advogado ainda”, contou, acrescentando que, após sair da prisão, o pai das crianças chegou em casa chorando e relatando que tinha sofrido agressões de policiais.

A delegada Joana D’Arc negou a informação e frisou que, após ser liberado, Kaio Felipe foi submetido a um exame de corpo de delito, que comprovou a sua integridade física.

A casa onde as crianças moravam com os pais, no bairro de Paratibe, permanece interditada. O local foi periciado no último sábado (12/11), em um trabalho que durou cerca de três horas, segundo a família.

Da Redação com Jornal da Paraíba

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