Ministério Público denuncia homem por manter site nazista contra judeu, gay e nordestinio

Publicado em quinta-feira, Janeiro 23, 2014 ·

siteA Procuradoria da República em Santos, no litoral de São Paulo, denunciou um homem que publicava conteúdo em um site para incentivar a discriminação contra nordestinos, homossexuais e judeus.

A denúncia, ajuizada na terça-feira (21), é de autoria do procurador da República Thiago Lacerda Nobre. Segundo informações da Procuradoria da República no Estado de São Paulo, as investigações conseguiram rastrear o e-mail do eletricista e comprovar que ele era o responsável pelo site que se posiciona como ‘neonazista’.

Em depoimento, ele não assumiu a autoria do crime, mas análises técnicas comprovaram que acessos ao e-mail ocorreram em locais onde o denunciado costumava acessar a internet, em horários compatíveis com seus acessos.

Banners preconceituosos publicados no site (Foto: Reprodução)Banners preconceituosos publicados no site
(Foto: Reprodução)

Ainda de acordo com a Procuradoria da República, entre agosto de 2008 e abril de 2010, o homem postou conteúdo preconceituoso na forma de expressões e ilustrações discriminatórias e de cunho neonazista. Há artigos que atacam, principalmente, judeus, nordestinos e a mistura de raças. O site ainda ensina como divulgar a propaganda nacional socialista. Além disso, também faz ataques ao homossexualismo e incentiva o uso de armas.

No site, há disponíveis links para download de livros nazistas e de caráter revisionista, que negam o holocausto. Também foram encontrados panfletos virtuais contra a migração com clara alusão a pessoas de origem nordestina. O site ainda vendia camisetas, chaveiros e outros objetos do grupo do qual o autor participava.

O site permanece no ar, mas o Ministério Público já solicitou para a Justiça Federal retirar a página da internet. O Ministério Público denunciou o homem por praticar e incitar a discriminação de raça e cor por meio de comunicação social. De acordo com a lei, o crime de racismo prevê pena de dois a cinco anos de prisão e multa.

Globo.com

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