Médicos efetivos encerram greve do Trauma; mas dá 15 dias para Governo responder a classe

Publicado em terça-feira, junho 7, 2011 ·

saudeUma assembleia realizada na noite desta segunda-feira (6), pelos médicos efetivos do hospital de Trauma decidiram acabar com a greve, mas em contrapartida deram um prazo de 15 dias para que o Governo do Estado marque uma audiência com o secretário e resolvam os plantões e o plano de Cargos e Carreiras da categoria.

Eles entenderam que o Estado não tem condições de pagar os R$ 1 mil do plantão, porém não querem, o valor atual R$ 640 e sim que fique no meio termo.

Caso o Governo não converse com a categoria, durante esses 15 dias, todos os médicos efetivos e cooperados do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena pedirão demissão.

O secretário Waldson de Sousa (Saúde estadual) comunicou aos jornalistas na tarde desta segunda o fim da greve.

Sousa comunicou ainda que os dez médicos do Rio de Janeiro continuarão na Paraíba e ficarão à disposição do Estado.

Por enquanto, a única ação adotada durante a greve – e descartada nesta segunda-feira – foi a utilização dos oficiais médicos que atuam no Edson Ramalho.

“Não há mais necessidade, as escalas de plantões estão normalizadas”, disse o secretário.

O fim da greve foi acatado em assembléia realizada hoje pelos médicos, que receberam um recado claro do Governo: as negociações para implantação da isonomia nos valores dos plantões (os efetivos ganham R$ 640 reais, enquanto os cooperados garantiram R$ 1 mil) só seriam retomadas com o retorno ao trabalho.

Médicos “importados”

Também pesou na decisão os contratos feitos pelo Estado com médicos cariocas, que atuaram nos plantões de fim de semana apesar de não terem registro no Conselho Regional de Medicina.

A presença dos médicos teria provocado até discussões acaloradas entre cariocas e paraibanos nos corredores do Trauma, segundo revelações feitas hoje pela Procuradora Geral do Estado, Livânia Farias.

Além dos cariocas, o governador também acionou o Ministério da Justiça, solicitando médicos das Forças Armadas. A informação foi ventilada pelo secretário Nonato Bandeira (Comunicação).

Início da crise

As ameaças de greves no Hospital de Trauma foram detonadas há mais de dois meses, quando o Governo do Estado resolveu reduzir de R$ 1 mil para R$ 640 os valores dos plantões.

O Estado havia pago R$ 1 mil em janeiro, mas encolheu o valor em fevereiro, iniciando a crise.

Desde então, 25 médicos cooperativados vinham anunciando pedido de demissão coletiva, que foi oficializado há duas semanas. Um paciente morreu por falta de atendimento.

Depois da greve, e das repercussões provocadas pela morte, médicos e Governo do Estado iniciaram uma série de negociações que acabou sacramentando o retorno do plantão ao patamar de janeiro.

O acordo, porém, não foi extensivo aos médicos efetivos. Eles, então, decidiram também entrar em greve.

Da Redação, com Jaimaci Andrade da TV Correio

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