Médico é condenado a pagar R$ 1 milhão por abusar de pacientes em João Pessoa

Publicado em quinta-feira, outubro 6, 2016 ·

Foram adquiridas 242 tornozeleiras eletrônicas que serão disponibilizadas em toda a Paraíba​ (Foto: TJPB)
Foram adquiridas 242 tornozeleiras eletrônicas que serão disponibilizadas em toda a Paraíba​ (Foto: TJPB)

O médico Roger Abdelmassih foi condenado a pagar R$ 1 milhão por abusar sexualmente de duas pacientes em João Pessoa. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) nessa quarta-feira (5) e o valor da indenização será dividido entre duas vítimas. Ele ainda pode recorrer da condenação.

O TJPB explicou que uma das pacientes procurou o médico em maio de 2006 para fazer um procedimento para fertilização in vitro. Segundo o processo, na época, ela teve assegurado que o procedimento era seguro e com probabilidade de 90% de dar certo. Para isso, ela teria que pagar R$ 18 mil por tentativa ou um pacote com três tentativa de R$ 40 mil.

Na segunda consulta, a paciente relatou que foi levada para uma sala, sem o parceiro, para procedimentos de retirada do óvulo; em seguida, ela disse que foi para uma sala de recuperação, onde o médico determinou a saída de todos os funcionários e praticou os abusos sexuais.

Segundo o TJPB, a vítima disse que não denunciou o caso na época por conta da grande reputação do médico, bem como pela ausência de provas e a possibilidade de existência de embriões em poder da clínica.

Depois de alguns atendimentos, as pacientes constataram que o tratamento não tinha ocorrido da forma como foi combinado “A informação era de que a clínica havia implantado cinco óvulos. Contudo, foi constatado que não havia existência de nenhum óvulo ou embrião. Dessa forma, não havia possibilidade de gravidez e nenhuma garantia da realização da inseminação e do implante na forma contratada”, alegou a vítima.

O relator do processo, juiz José Ferreira Ramos, ao analisar todas as provas juntadas ao processo, julgou parcialmente procedente o pedido no sentido de negar o pedido por danos materiais, visto que de acordo com o contrato não havia garantia de sucesso no procedimento, e acolher o pedido por danos morais, devido à comprovada existência do abuso sexual.

“Os danos morais, nessas circunstâncias, são inerentes ao abuso sexual que o médico perpetrou contra a paciente, valendo-se da sua presumível inexperiência e confiança própria da relação profissional estabelecida”, explicou.

A identificação do médico foi divulgada oficialmente pelo TJPB. No Facebook, há um grupo fechado intitulado ‘Vitimas Roger Abdelmassih‘ que reúne pessoas com denúncias e relatos de casos suspeitos que teriam relação com o médico condenado.

Portal Correio

 

 

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