Marinho Mendes: militantes dos direitos humanos na PB não mentem, o governo sim senhor!

Publicado em segunda-feira, julho 8, 2013 ·

 

promotor-Marinho-MendesLamentável atraso de algumas pessoas que atuam na mídia, tem fornecido indiscutível desserviço à causa dos Direitos Humanos no Estado da Paraíba, uma vez que, enquanto Roberto Caldas, juiz brasileiro da Corte Interamericana de Direitos humanos e Paulo Vannuchi, eleito para compor a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, sonham na disseminação do conhecimento acerca da matéria, inclusive trazendo ao conhecimento dos brasileiros os diretos inscritos na Convenção Americana dos Direitos Humanos e no Pacto de São José da Costa Rica, para que todos tenham ciência dos seus direitos individuais, civis e sociais, mediante a instrumentalização e utilização desses militantes como multiplicadores, para que as desigualdades sociais sejam denunciadas, debatidas, encaminhadas e resolvidas, infelizmente, os meios de comunicação no Estado, salvo honrosas, raras e corajosas exceções, teimam em tentar desacreditar, desmoralizar, desqualificar esses valentes guerreiros de uma causa difícil, que é a defesa dos sem nada, dos que não possuem o devido acato ás suas dignidades de seres humanos, os quais, infelizmente, de forma equivocada, preconceituosa, sem nenhum conhecimento da causa, abrem seus vozeirões exclamando, que “direitos humanos são direitos de bandidos”.

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Tem deles que agridem os militantes de direitos humanos por pura ignorância, por irresponsabilidade de proprietários de meios de comunicação, que de olho apenas no lucro ganancioso, sacodem microfones nas mãos desses homenzinhos sem conhecimento, para darem espetáculos tristes de violação aos mais básicos direitos do ser humano e expor a Paraíba ao ridículo, e muitos deles, por serem originários da massa famélica e excluída, são os piores opressores, inquisidores, acusadores debochados e julgadores impiedosos daqueles que tiverem a desdita de caírem em frente ás suas câmeras e dos seus inqualificáveis microfones.

Não mentimos, quando verberamos que nos ergástulos públicos paraibanos existem torturas, isto é verdade incontroversa, mas o que é mentira mesmo e isto pessoas submissas, muitas delas com cargos de confiança e outras pagas pela SECOM não dizem e não dirão jamais, é que as apurações governamentais  são engodos, falácias, ou como dizem os mais novos “ENROLECHAN”, já que as comissões escaladas para “apurar” as denúncias não possuem independência, são submissas, e o pior de tudo, algumas delas presididas por pessoas que de forma despudoradas assumem a defesa dos suspeitos, dos investigados e do próprio governo e dos secretários das pastas, de forma que indagamos: quem mente, quem tem coragem de levar a público as sevícias ou quem se utiliza de servidores sem independência, sem liberdade, sem autonomia para investigar e dizer que nada aconteceu, quem mente?

Existe uma Secretaria de Comunicações – SECOM, poderosa, com orçamento milionário para cooptar os meios de comunicação e não deixarem que eles vazem uma só vírgula dos movimentos dos direitos humanos , para que não forneçam nem um milésimo de segundo em suas grades de programação, ou seja, a SECOM asfixiou os movimentos, a mídia só publica o que interessa e promove o governo, aliás, o chefe do governo aí posto, então quem mente senhoras, quem mente senhores?

Afora dois ou três colunistas, corajosos, destemidos, audaciosos, que ecoam as verdades que esse povo diz ser mentira, inveja, parcialidade, o grosso de toda a mídia encontra-se amordaçada e servindo de instrumento para tentar desmoralizar essas mulheres e esses homens valentes, que entregam as suas vidas todos os dias a esta causa, sem ganhar nada, na defesa dos direitos humanos, na defesa do direito de expressão, do direito à moradia, à segurança, à saúde, à educação, à segurança, da mobilidade, do fim da tortura nas enxovias, que não mentem, mas o governo que usa de toda a parafernália midiática mente sim senhor e o pior, transforma servidores de boa índole em infelizes capachos defensores de uma causa abjeta e vergonhosa.

De forma que não acreditamos em nenhuma apuração levada a termo pelo Estado e nem nos interessa mais suas apurações, pois já sabemos: NÃO VAI DAR EM NADA MESMO e quando dar (o caso da comissão que apurou as prisões dos conselheiros) são devidamente engavetadas, então quem mente mesmo senhor? Não queremos e nem toleramos mais seus fingimentos, ou melhor, fingir que apura, fingir que faz segurança, fingir que respeita os direitos Humanos, quando alguém graduado de Brasília baixa por essas bandas e avisamos, vamos à COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS.

 

 

Marinho Mendes – promotor de justiça

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