Márcio Murilo e Marcos Cavalcanti devem disputar presidência do Tribunal de Justiça

Publicado em quarta-feira, outubro 29, 2014 ·

marcio-murilo-e-marcos-cavalcantiA disputa pela presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba a ser realizada no próximo dia 12 de novembro promete ser mais acirrada do que tem sido até então. Estão aptos para concorrer a vaga hoje ocupada pela desembargadora Fátima Bezerra três magistrados, pelo critério de longevidade no cargo, estão aptos a concorrer: os desembargadores Mário Murilo, Marcos Cavalcanti e Joás de Brito.

Até a eleição passada os desembargadores se abstiveram de disputar a presidência deixando que apenas o mais antigo fosse candidato. Assim foi na eleição dos desembargadores Nilo Ramalho, Abraham Lincoln e Fátima Bezerra, para citar os mais recentes.

Todavia, há especulações que apontam para uma disputa entre os desembargadores Márcio Murilo e Marcos Cavalcanti. O desembargador Joás de Brito informou que não irá disputar.

O portal pariaba.com.br entrou em contato com o desembargadorMarcos Cavalcanti que preferiu não se pronunciar. “Prefiro não me pronunciar sobre esse assunto, peço minha desculpas, depende de eleição. E há três candidatos na regra atual, qualquer um dos três pode ser presidente”, afirmou.

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O desembargador Joás de Brito garantiu: “não estou pensando em concorrer a vaga de presidente. Os três mais antigos compõem a Mesa Diretora. Tem a Presidência, a Vice-presidência e a Corregedoria. A disputa será dos desembargadores Marcos e Márcio. A presidência seria uma critério de longevidade se fosse respeitada a tradição. Nas últimas eleições foi assim, nenhum deles teve concorrência”, frisou.

O desembargador Márcio Murilo foi o único que falou abertamente de sua candidatura e projetou como seria sua gestão a frente do Tribunal. Apesar de deixar claro que é candidato, Murilo explicou que não é contra a candidatura de Marcos Cavalcanti. “Tenho estima por ele, é amigo de longas datas.Quem sair vitorioso terá o respeito recíproco. Tenho 20 anos pela frente para tentar de novo ser eleito presidente,se conseguir agora quero fazer uma gestão democrática dentro de um padrão de transparência para uma sociedade clama por mais celeridade processual”, pontuou.

Plataforma de Márcio Murilo – O desembargador adiantou um pouco como seria a sua gestão. “Meu objetivo é valorizar o primeiro grau, onde estão as demandas judiciais mais urgentes, para fazer isso tenho que valorizar o magistrado e o servidor, dando instrumentos de trabalho”, pontuou.

Para frisar a dinâmica dessa valorização do primeiro grau, Murilo explicou que quer implantar o processo judicial eletrônico, assim como incentivar os servidores através de uma remuneração “razoável que o Tribunal possa pagar, os juízes também devem ter assessores”, frisou.

O desembargador explicou ainda que quer ouvir cada membro do Tribunal para construir a sua gestão e revelou: “Grande parte dessa plataforma de trabalho já está sendo implementada. Já estamos ‘presos’ a um programa de governo pré-estabelecido por incentivo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)”, ressaltou.

O CNJ determinou a formação de comissões para, ao que tudo indica, apontar quais as mudanças que poderiam ser feitas no Tribunal para dar maior transparência e celeridade processual.

Paulo Dantas

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