Mais de 100 mil novos casos de câncer no Nordeste é a previsão do inca para 2016

Publicado em sexta-feira, novembro 27, 2015 ·

cancerO Nordeste deverá registrar, no próximo ano, 107.180 mil novos casos de câncer. Entre os homens, são esperados 52.680 novos casos, e entre as mulheres, 54.500. Os dados são do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), que anunciou as estimativas de casos novos da doença para 2016 (válida também para 2017) na solenidade em comemoração ao Dia Nacional de Combate ao Câncer, 27 de novembro, na sede do Instituto. A estimativa do Inca não foi feita por Estados.

O tipo de câncer mais incidente em ambos os sexos será o de estômago (com 4.880 casos novos a cada ano, sendo 2.940 em homens e 1.940 em mulheres. Quando separado por sexo, para os homens, o câncer mais incidente será os de próstata com 14.290 novos casos/ano, pulmão (17.330), o que representa 27,1% dos casos. Já entre as mulheres, a maior incidência prevista é para o câncer de mama, com 11.190 novos casos, representando 20,5% do total.

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No Brasil, a estimativa é de 596.070 novos casos de câncer. Entre os homens, são esperados 295.200 novos casos, e entre as mulheres, 300.870. O tipo de câncer mais incidente em ambos os sexos será o de pele não melanoma (175.760 casos novos a cada ano, sendo 80.850 em homens e 94.910 em mulheres), que corresponde a 29% do total estimado.

Segundo a presidente da ONG Amigos do Peito, Joana Barros, a previsão de aumento no número de casos de câncer, principalmente em relação ao câncer de mama, já era esperado. Para ela, não há muito que fazer para evitar este aumento. Em contrapartida, ela defende que o que se deve ser feito é o diagnóstico cada vez mais cedo, para que se diminua a taxa de mortalidade.

“Os casos estão aumentando por conta de uma série de fatores e hábitos, fora as questões comportamentais. O que a gente pode fazer é diagnosticar cedo. Por exemplo, em cidades desenvolvidas, como São Paulo e Porto Alegre, constatamos um aumento no número de casos de câncer de mama, mas tivemos ao mesmo tempo uma queda na taxa de mortalidade, exatamente por conta do diagnóstico que tem sido feito cada vez mais cedo”, explicou.

Joana explica qual é a melhor maneira de se diagnosticar o câncer de mama ainda em seu estágio inicial. Segundo ela, apesar de considerar importante,  o auto-exame não é a maneira mais indicada. Ela defende o exame de rotina como a forma mais eficaz.

“Eu diria que o auto-exame é pagina virada. A gente não orienta mais o auto-exame como a forma mais segura. É claro que é importante que se toque, para que a mulher se conheça, mas ela não pode esperar que esse seja um método efetivo. Porque se você encontra uma lesão já palpável, não podemos dizer que ela é pequena. As mulheres acima de 40 anos têm que fazer a mamografia anualmente e aquelas que têm histórico da doença, têm que fazer mais cedo”, finalizou.

Fatores de Risco

O câncer é uma doença multifatorial, o que significa que diversos fatores concorrem e podem se sobrepor, favorecendo seu desenvolvimento. O excesso de gordura corporal, por exemplo, pode estar na origem de boa parte desses novos casos. Estudos apontam evidências que relacionam o excesso de peso e o desenvolvimento de alguns tipos de câncer, como os de cólon e reto, mama (na pós-menopausa), ovário, próstata, esôfago e endométrio.

O tabagismo tem relação com vários tipos de câncer (pulmão, cavidade oral, laringe, esôfago, estômago, bexiga, colo do útero e leucemias). Fumantes chegam a ter 20 vezes mais chances de ter câncer de pulmão que não fumantes, 10 vezes mais chances de ter câncer de laringe e de duas a cinco vezes mais chances de desenvolver câncer de esôfago. A manutenção do sucesso do Programa Nacional de Controle do Tabagismo deverá impactar na redução destes tipos de câncer na população brasileira.

Sobre as estimativas

Desde 1995, o INCA estima o número de novos casos dos principais cânceres que afetam a população brasileira com base nas informações geradas pelos Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP) e o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. Inicialmente a divulgação era anual, mas desde 2006 é feita a cada dois anos.

Neste ano, foram considerados 19 tipos específicos de câncer, com base na magnitude e no impacto. As informações estão apresentadas de forma consolidada para o País e de forma desagregada para as regiões.

As estimativas servem para subsidiar gestores federais, estaduais e municipais no planejamento de ações e políticas públicas de controle do câncer. Os números de 2016/2017 não podem ser comparados com anos anteriores, uma vez que não têm como referência a mesma metodologia e as mesmas bases de dados.

Rammom Monte /Correio da Paraiba

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