Mães que tiveram filhos na rede pública avaliam por telefone o atendimento do SUS

Publicado em terça-feira, Maio 15, 2012 ·

Para conhecer a avaliação de mulheres que tiveram filhos na rede hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS), a Ouvidoria Geral do Ministério da Saúde está entrando em contato com todas essas mães por telefone. As primeiras mulheres entrevistadas realizaram partos nos meses de março e abril deste ano. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fez o primeiro telefonema e a mãe consultada foi Nathália dos Santos, moradora de Recife.

Alexandre Padilha aproveitou a oportunidade para explicar a existência da lei que garante o direito a toda gestante de ter um acompanhante durante o parto e ressaltou a importância do aleitamento materno.

A partir de agora, as mães atendidas pelo SUS poderão avaliar a qualidade dos serviços prestados desde a descoberta da gravidez até o parto, além do acompanhamento médico da criança até os dois anos. A ação é inédita e faz parte da estratégia da Rede Cegonha, lançada ano passado pelo governo federal.

O ministro explicou também a importância da Ouvidoria Rede Cegonha para o trabalho desenvolvido pelo ministério. “Essa ligação é para ouvir diretamente da gestante. Se foi oferecido para ela o direito ao acompanhante, se ela foi desrespeitada em algum momento no atendimento, para premiar os hospitais que estão atendendo bem, com qualidade, identificar onde precisamos melhorar e punir se tiver algum tipo de irregularidade”, afirmou.

Até o momento, a ouvidoria já cadastrou o telefone de mais de 75 mil mulheres em todo País para receber a ligação da central telefônica. O novo funcionará com uma equipe de 40 pessoas, divididas em dois turnos, que funcionará das 8h às 20h.

As regiões com o maior número de cadastros é a Sudeste (55,65%), seguido da Nordeste (19,38%), Sul (16,78%), Norte (5,91%) e Centro-Oeste (2,28%).

Os números dos telefones serão obtidos nos formulários de Autorização para Internação Hospitalar (AIH), instrumento utilizado pelo Ministério da Saúde para avaliar as ações e serviços do SUS. A AIH é uma ferramenta essencial para a gestão dos hospitais e controle de gastos públicos, e integra o Sistema de Informação Hospitalar (SIH), que fornece os dados de quais e quantos procedimentos hospitalares foram realizados, além dos recursos repassados aos estados e municípios para pagamento ao hospital, com regras e critérios pactuados.

Padilha reforçou, ainda, a importância de as gestantes manterem seu cadastro sempre atualizado. “O ministério estabeleceu uma norma onde todo o hospital tem que registrar o endereço e o telefone do paciente na ficha de internação, então é importante que os dados informados no momento do preenchimento da ficha de internação e AIH estejam corretos”, ressaltou.

Rede Cegonha

A Rede Cegonha, lançada ano passado pelo governo federal, vem qualificando a assistência prestada às gestantes no SUS. A estratégia já conta com R$ 213 milhões para propostas apresentadas por estados e municípios. As ações vão desde o reforço do planejamento familiar à confirmação da gravidez, passando pelo pré-natal, parto, pós-parto, até os dois primeiros anos de vida da criança.

Até o momento, 25 estados e 2.731 municípios já iniciaram o processo de adesão à rede, com previsão de atendimento de 1,58 milhão de gestantes. Também já foram destinados R$ 25 milhões para a oferta de novos exames de pré-natal em 228 municípios de 13 estados.

Ouvidoria Ativa

O Ministério da Saúde está aprimorando os mecanismos de comunicação direta com o cidadão para melhorar o atendimento e ampliar a transparência do SUS. Neste ano, começou a ser entregue a Carta SUS, uma nova ferramenta que permite aos usuários avaliar o atendimento e os serviços prestados nos hospitais da rede pública ou unidades conveniadas. Para evitar que o usuário seja cobrado indevidamente, a carta informa ainda quanto o SUS pagou pelo atendimento e pede que eventuais cobranças realizadas sejam comunicadas.

Além da Carta SUS, o usuário pode fazer a avaliação, sem custos, por meio do Disque-Saúde, através do número 136. A ligação pode ser feita de telefones fixos, públicos ou celulares, de qualquer local do País. A avaliação também está disponível na internet, no Portal Saúde, através do link.

Nos estados

Na Bahia, 2.578 mil mulheres estão cadastradas para receber a ligação, o que corresponde a 3,42% do total registrado. Em Minas Gerais, são 9.086 mil mulheres, o que significa 12,7% do total.

Já em São Paulo, 23.110 mil, ou seja, 30,69% mulheres já se cadastraram para receber a ligação. No estado do Rio Grande do Sul, 3.201 mil mulheres estão cadastradas, representando um total de 4,25%.

Para conhecer os números de mulheres cadastradas em cada estado, acesse o endereço do Portal da Saúde.

Fonte:
Ministério da Saúde

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